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Mendonça vota para manter prorrogação da CPMI do INSS por 60 dias

Ministro defende direito da minoria parlamentar e cobra leitura do requerimento por Alcolumbre

Por, Brasília
O ministro do STF, André Mendonça • Rosinei Coutinho/STF

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta quinta-feira (26) para manter a própria decisão que prorrogou os trabalhos da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. O ministro também estabeleceu, em seu voto, que a prorrogação deverá ser de 60 dias, podendo ser prorrogada por mais 60.

O plenário da Corte analisa a liminar concedida pelo ministro, que atendeu a um pedido da presidência da comissão e reconheceu omissão do presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), ao não realizar a leitura do requerimento de prorrogação.

Diante disso, Mendonça determinou a extensão dos trabalhos da CPMI e submeteu a decisão ao referendo dos demais ministros. Antes da medida, a comissão teria suas atividades encerradas no próximo sábado (28).

Na decisão, o ministro também fixou prazo de 48 horas para que Alcolumbre faça a leitura do requerimento em sessão do Congresso. Além disso, autorizou que o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), dê continuidade às investigações mesmo que o prazo não seja cumprido.

Em seu voto, Mendonça destacou que o direito da minoria parlamentar de instaurar e manter comissões de investigação deve ser preservado, sem interferências indevidas da maioria ou da direção do Parlamento.

“Condicionar a prorrogação de uma CPI à decisão do presidente da Casa é, ainda que de forma sutil, retirar da minoria um dos seus instrumentos mais eficazes de fiscalização”

André Mendonça, ministro do STF

Relator do caso, Mendonça foi o primeiro a votar. O julgamento segue no plenário do STF, com os votos dos demais ministros.

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Repórter de política em Brasília, com foco na cobertura dos Três Poderes. É formado em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB) e atuou por três anos na CNN Brasil, onde integrou a equipe de cobertura política na capital federal. Foi finalista do Prêmio de Jornalismo da Confederação Nacional do Transporte (CNT) em 2023.