Médico diz que Bolsonaro está apreensivo e sem previsão de alta
Ex-presidente segue na UTI com pneumonia grave, apresenta evolução clínica parcial, e equipe destaca emocional abalado

O ex-presidente Jair Bolsonaro apresenta sinais de apreensão durante a internação no hospital DF Star, em Brasília, onde trata uma broncopneumonia broncoaspirativa considerada grave.
A informação foi confirmada nesta quarta-feira (18) pelo cardiologista Brasil Caiado, integrante da equipe médica.
Segundo o médico, apesar da evolução clínica positiva, o impacto da doença desta vez afetou mais o estado emocional do ex-presidente.
“Por isso, a necessidade de uma fisioterapia plena, intensa, regular — é o que ele está fazendo, está muito disciplinado. Nós percebemos que ele ficou um pouco temerário dessa vez, apreensivo. Ele sentiu o peso dessa patologia, dessa infecção, dessa vez um pouco mais. Mas, de qualquer forma, hoje nós já temos um resultado parcial bom. Acreditamos que a tendência agora é melhorar”, disse Caiado.
Bolsonaro segue internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sem previsão imediata de alta. De acordo com Caiado, a permanência no setor é uma medida de segurança, já que o quadro ainda exige monitoramento contínuo e resposta ao ciclo de antibióticos.
O ex-presidente apresentou melhora após a introdução de um terceiro antibiótico, com redução dos marcadores inflamatórios e avanço gradual na respiração. Ainda assim, exames de imagem mostram comprometimento pulmonar moderado, principalmente no pulmão esquerdo.
A equipe médica também monitora possíveis complicações futuras, como o risco de fibrose pulmonar, que pode afetar a capacidade respiratória a longo prazo.
Durante a coletiva, Caiado também comentou, do ponto de vista técnico, a discussão sobre a possibilidade de prisão domiciliar, defendida pela equipe jurídica de Bolsonaro.
“Do ponto de vista médico, técnico, um ambiente mais acolhedor, com mais recursos de profissionais adequados, multidisciplinares, fisioterapia — que ele já faz —, mas, se você tem uma equipe também de apoio de enfermagem 24 horas, uma alimentação mais adequada, uma visualização de qualquer alteração precoce, sem dúvida nenhuma, o ambiente familiar ou residencial é bem melhor. E nós falamos em tese — isso serve para qualquer paciente, sem dúvida nenhuma”, complementou Caiado.
Bolsonaro está internado desde a última sexta-feira (13), após apresentar um quadro agudo que evoluiu rapidamente e chegou a levantar preocupações iniciais sobre risco de complicações mais graves, como septicemia.
Atualmente, o ex-presidente segue em tratamento intensivo, com uso de múltiplos medicamentos, fisioterapia respiratória e acompanhamento multidisciplinar. Apesar da melhora parcial, ainda há sinais de cansaço, tosse seca persistente e necessidade de suporte contínuo.
A expectativa da equipe é de que, mantendo a evolução positiva, Bolsonaro possa ser transferido para um quarto nos próximos dias, embora ainda não haja confirmação de prazo.
Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.
