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Master: Alcolumbre critica 'condenação antecipada' e presta apoio a Jaques Wagner

Presidente do Congresso diz que polarização política transformou investigações em julgamentos públicos antes das decisões da Justiça

Por, Brasília
O presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre (União-AP) e o senador Jaques Wagner (PT-BA).
O presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre (União-AP) e o senador Jaques Wagner (PT-BA). • Carlos Moura/Agência Senado

O presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), saiu em defesa do senador Jaques Wagner (PT-BA) nesta quinta-feira (18), após a nova fase da Operação Compliance Zero atingir o líder do governo no Senado. Durante entrevista coletiva, Alcolumbre afirmou que investigados não podem ser tratados como culpados antes da conclusão dos processos e manifestou solidariedade ao parlamentar da Bahia.

"Todo mundo tem que ser inocente até que se prove o contrário", declarou.

 

O senador afirmou que respeita o trabalho da Polícia Federal, do Ministério Público e do Judiciário, mas criticou o que chamou de "execração pública" de autoridades antes do julgamento definitivo dos casos.

"Todo mundo está culpado até que se prove o contrário. E isso está errado no Brasil", afirmou.

Alcolumbre também disse acreditar que Jaques Wagner terá a oportunidade de apresentar sua versão dos fatos durante a investigação e demonstrar sua inocência.

A manifestação ocorre no mesmo dia em que a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão contra o senador petista. A investigação apura uma suposta relação ilícita entre Wagner e pessoas ligadas ao Banco Master, incluindo suspeitas de recebimento de vantagens indevidas por meio de familiares e empresas vinculadas ao seu entorno.

Alcolumbre e o Master

A defesa pública de Jaques Wagner ocorre em meio ao avanço das investigações sobre a rede de relacionamentos políticos construída por Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

Em fases anteriores da Operação Compliance Zero, a Polícia Federal identificou mensagens que mostrariam interlocuções entre pessoas ligadas ao banco e integrantes do Congresso Nacional. O nome de Alcolumbre apareceu em relatórios da investigação após a descoberta de diálogos que tratavam de interesses do Master junto ao Legislativo.

As apurações apontam que Vorcaro buscava manter relações com parlamentares influentes para acompanhar projetos de interesse do setor financeiro e temas regulatórios que poderiam impactar os negócios do banco. Até o momento, porém, Alcolumbre não figura como investigado nem foi alvo de medidas judiciais no caso.

 

O senador também negou qualquer irregularidade quando seu nome foi citado nas investigações e afirmou que suas relações institucionais ocorreram dentro da normalidade da atividade parlamentar.

Apesar das citações, a Polícia Federal concentra, neste momento, as apurações da nova fase da operação na relação entre Jaques Wagner, o empresário Augusto Ferreira Lima e o grupo econômico ligado ao Banco Master. Nenhum dos envolvidos se manifestou até o momento.

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Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio