Marinho diz 'compreender' fuga de Flávio para os EUA e questiona conduta de Moraes
Coordenador da campanha do senador ao Planalto afirmou estar 'surpreso' com a saída de Flávio do país e questionou a decisão judicial que determinou a entrega dos passaportes

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República, disse "compreender" a saída do ex-candidato para os Estados Unidos nesta terça-feira (27).
Em entrevista coletiva, após afirmar estar “surpreso” com a fuga repentina do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) do país, ele questionou, no entanto, a conduta do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em relação ao caso. "É proclamado o resultado das eleições [no domingo] e minutos depois a Polícia Federal, comandada pelo senhor Andrei Rodrigues, requer medidas cautelares contra Flávio Bolsonaro. É uma coincidência que precisa ser analisada pela sociedade", declarou.
Na última segunda-feira (26), o ministro determinou que Flávio entregasse seus passaportes. A decisão foi tomada na noite do último domingo (25), em um processo no qual o senador e o advogado Willer Tomaz são investigados por lavagem de dinheiro, em um suposto esquema que envolveria empresas do empresário e casas de apostas. Os dois, amigos de longa data, negam ser sócios e afirmam não ter cometido qualquer irregularidade.
Nesta terça-feira, até as 11h, Flávio não havia entregado os passaportes, descumprindo a determinação do Supremo.
"Em uma democracia, é muito estranho que um candidato à Presidência da República, após a proclamação do resultado, seja objeto de uma medida cautelar no inquérito em que o principal motivo para a retenção dos seus passaportes caiu por terra. Parece-me uma preparação para uma coisa mais persecutória. Nós, evidentemente, não fomos informados, mas até compreendo o fato de o senador Flávio ter saído do Brasil com sua família. Eu compreendo, não disse que concordo", explicou Marinho.
O coordenador da campanha explicou que o último contato com Flávio ocorreu por mensagem, na manhã desta terça-feira, quando o candidato derrotado pediu "um tempo" após a eleição. Desde então, segundo Marinho, ele não voltou a ter contato com o senador nem com pessoas próximas a ele.
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Jornalista pelo Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP) e pós-graduanda em política e relações internacionais na FAAP, atua na cobertura de Congresso Nacional e Judiciário na Itatiaia em Brasília. Ilustradora, também faz reportagens especiais de jornalismo em quadrinhos. Com passagens por CNN Brasil, SBT News, SBT Brasil e Correio Braziliense.
Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem anterior pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, integra a cobertura da editoria de Política.





