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Comissão de Segurança da Câmara aprova convite à lobista Roberta Luchsinger

Requerimento é um convite e não uma convocação, o que significa que o comparecimento de Roberta Luchsinger à comissão não é obrigatório

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A empresária e lobista Roberta Luchsinger manifestou, em entrevista exclusiva à CNN Brasil neste sábado (17)
A empresária e lobista Roberta Luchsinger manifestou, em entrevista exclusiva à CNN Brasil neste sábado (17) • Reprodução / CNN

A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (27), um requerimento que convida a empresária e lobista Roberta Luchsinger para prestar esclarecimentos em Brasília. O pedido, do deputado Sanderson (PL-RS), busca que Luchsinger fale sobre ameaças de morte, tentativas de silenciamento e investigações que envolvem Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O requerimento é um convite e não uma convocação, o que significa que o comparecimento de Roberta Luchsinger à comissão não é obrigatório. A empresária terá a prerrogativa de decidir se aceita ou não o pedido. Caso ela aceite, a data da audiência ainda será definida pelos membros do colegiado.

O documento foi apresentado pelo deputado Sanderson em 23 de outubro de 2026. A principal motivação é que Luchsinger detalhe as ameaças de morte que afirma receber, incluindo contra as filhas, e as tentativas de silenciamento que relata. Essas informações foram divulgadas por ela em entrevista à CNN Brasil, exibida em 17 de outubro.

Além disso, o texto do requerimento solicita que a lobista aborde o contexto das investigações que envolvem Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o empresário Antônio Camilo Antunes, apelidado de “Careca do INSS”.

O documento também prevê que Luchsinger possa indicar, sem violar sigilos legais ou judiciais, elementos que contribuam para as autoridades responsáveis pelas investigações.

Roberta Luchsinger é alvo de investigações da Polícia Federal (PF) em três inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF), juntamente com Lulinha, sob suspeitas de corrupção e tráfico de influência em órgãos federais.

Para a PF, ela é considerada o elo entre o “Careca do INSS” e Lulinha. Um relatório aponta cinco pagamentos de R$ 300 mil feitos por Antunes à lobista. A defesa de Luchsinger, por sua vez, sustenta que os valores correspondem a honorários por serviços de consultoria e nega qualquer irregularidade.

O presidente Lula nega proximidade com a lobista e afirma não conhecê-la pessoalmente. Lulinha e Antunes, por outro lado, não são formalmente acusados no requerimento aprovado.

Na entrevista à CNN Brasil, Luchsinger manifestou a intenção de firmar um acordo de delação premiada com a PF. Em dezembro de 2025, a CPMI do INSS já havia rejeitado, por 16 votos a 12, requerimentos que pediam a convocação dela.

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