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Coordenador de campanha de Flávio diz que 'não foi informado' sobre saída do senador do Brasil

Senador Rogério Marinho afirmou ter ficado surpreso com a viagem do ex-candidato, que chegou aos Estados Unidos acompanhado da família após a derrota para Lula no último domingo (25)

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Andressa Anholete/Agência Senado.

O coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, senador Rogério Marinho (PL-RN), disse nesta terça-feira (27) não ter sido informado sobre a saída do senador do Brasil. O filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) chegou aos Estados Unidos acompanhado da família, após afirmar, em um vídeo publicado nas redes sociais na segunda-feira (26), que não iria ao exterior após a derrota para Lula (PT) na eleição.

A Polícia Federal (PF) cancelou os passaportes do senador, investigado em uma série de inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF), incluindo apurações envolvendo o  o financiamento do filme Dark Horse e suspeitas de lavagem de dinheiro em conjunto com o empresário e advogado Willer Tomaz.

Em entrevista coletiva, Marinho disse que esteve com Flávio na segunda-feira, pouco depois das 16h. Segundo ele, os dois conversaram sobre a importância de demonstrar gratidão pelos votos recebidos, apesar da derrota, e não houve nenhuma indicação, por parte do ex-candidato, de que ele pretendia viajar para o exterior.

"Fomos procurados por vários veículos de imprensa. Tentamos contatar o Flávio e as pessoas que estavam no seu entorno. Recebi, por parte dele, uma mensagem de texto no telefone em que ele dizia que iria dar um tempo hoje e depois conversaria conosco, e pronto. Foi a única comunicação que tive com o Flávio, por volta das 8h da manhã. Desde então, não tivemos mais nenhuma informação", declarou.

O senador afirmou ter ficado "surpreso" com a decisão de Flávio de deixar o país. Na segunda-feira, o ex-candidato ainda não havia reconhecido publicamente a derrota eleitoral e se apresentou como responsável pela organização da oposição no Congresso, apesar de ficar sem mandato a partir do ano que vem.

"Vou reunir os deputados e senadores eleitos para organizar a nossa estratégia e fazer da Câmara e do Senado a nossa fortaleza contra a barbárie, que já está desenhada para acontecer com mais quatro anos de Lula. Não vamos permitir que isso aconteça", declarou.

Até o momento, Flávio Bolsonaro não se manifestou oficialmente sobre a saída do país. O irmão dele, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL), reside nos Estados Unidos desde março de 2025. Em julho deste ano, ele declarou ter recebido o green card do governo do presidente Donald Trump, documento que lhe permite permanecer legalmente no país.

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Jornalista pelo Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP) e pós-graduanda em política e relações internacionais na FAAP, atua na cobertura de Congresso Nacional e Judiciário na Itatiaia em Brasília. Ilustradora, também faz reportagens especiais de jornalismo em quadrinhos. Com passagens por CNN Brasil, SBT News, SBT Brasil e Correio Braziliense.

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Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem anterior pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, integra a cobertura da editoria de Política.

 

 

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