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Lula tem até hoje para sancionar LOA de 2026 em meio a disputa por emendas

Planalto avalia vetos e bloqueios após Congresso inflar orçamento em R$ 61 bilhões

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Lula critica previsões de “pessimistas“ para economia do país e cobra ministros por relação com o Congresso | CNN Brasil
Lula associa tragédias em MG a descaso histórico e cobra planejamento do estado • Créditos: CNN Brasil

O Palácio do Planalto trabalha com a possibilidade de vetos na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, cuja sanção pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva precisa ocorrer até esta quarta-feira (14). O foco do impasse está no volume de emendas parlamentares aprovado pelo Congresso, que chega a cerca de R$ 61 bilhões. Auxiliares do presidente indicam que parte dos valores incluídos no texto extrapola o que foi acordado politicamente e o que é considerado viável do ponto de vista legal e fiscal.

Emendas no centro do impasse

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou que o governo não pretende executar recursos que estejam fora dos limites pactuados. Segundo ele, o Executivo avalia diferentes instrumentos para lidar com o problema.

Entre as opções em análise estão:

  • veto a trechos específicos da LOA
  • bloqueio de recursos durante a execução do orçamento
  • remanejamento de verbas dentro da própria peça orçamentária

De acordo com Rui Costa, independentemente do formato adotado, os valores considerados excessivos não serão pagos.

O volume de emendas aprovado pelo Congresso inclui:

  • mais de R$ 49 bilhões em emendas individuais, de bancada e de comissão
  • cerca de R$ 11 bilhões remanejados de verbas discricionárias da União e do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)

A ampliação das emendas ocorre em um cenário de forte disputa entre Executivo e Legislativo sobre o controle do Orçamento federal.

STF e PF ampliam o ruído institucional

A execução das emendas se tornou um dos principais focos no terceiro mandato de Lula. Decisões do Supremo Tribunal Federal passaram a exigir maior transparência e critérios objetivos para a liberação dos recursos, em meio a críticas sobre a falta de rastreabilidade das indicações parlamentares.

Pelo cronograma aprovado:

  • 65% das emendas individuais e de bancada deverão ser pagas até julho
  • a regra vale para emendas Pix e para recursos destinados a fundos de saúde e assistência social.
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Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.

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