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Lula diz que Pimentel sofreu com dívida, Zema não pagou e acordo pode ajudar Minas Gerais

Minas e União fecharam acordo para retomada do pagamento da dívida a partir de 1º de outubro

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O governador Romeu Zema e o presidente Lula conversam durante evento em BH
Zema e Lula já estiveram juntos em duas ocasiões neste ano • Gil Leonardi/Imprensa MG

Em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, onde participa da inauguração de um hospital, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comentou sobre a dívida de Minas Gerais com a União. Na última semana, os entes celebraram um acordo para a retomada do pagamento das parcelas da dívida, de R$ 165 bilhões, a partir de outubro, encerrando um processo que tramitava no Supremo Tribunal Federal (STF).

Lula defendeu o ex-governador Fernando Pimentel (PT), que ocupou o Palácio Tiradentes entre 2015 e 2018, e disse que seu sucessor, o atual governador Romeu Zema (Novo) foi beneficiado por uma decisão judicial que impediu a União de cobrar as parcelas da dívida.

"Estamos fazendo um acordo e eu espero que a gente comece a receber a dívida de Minas Gerais. A gente não quer prejudicar o estado, não quer deixar o estado não funcionando. A gente quer fazer acordo para que a gente possa receber o atrasado, mas que a gente possa cuidar do estado, ter dinheiro para fazer investimentos e fazer as coisas necessárias", afirmou.

Lula também foi questionado sobre o projeto que tramita na Câmara dos Deputados e que prevê um novo modelo de refinanciamento das dívidas de estados e municípios. O petista elogiou o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, ambos do PSD, pela condução da proposta que, nas palavras dele dão "condições de sobrevivência" aos entes da federação.

"Os quatro maiores estados são os que devem mais: São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Isso não é prudente. Em algum momento algum governador perdeu o controle da administração pública e meteu o estado em um endividamento impagável", disse.

Para Lula, caso o Propag seja aprovado, os estados terão mais conforto em ficar "quites" com a União.]

Acordo de Mariana

Ainda durante a entrevista, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deu uma previsão para a conclusão do acordo de Mariana, que busca repactuação com as mineradoras Vale e BHP pelo rompimento da barragem de Fundão, em novembro de 2015. Segundo ele, o assunto estará resolvido em um mês.

“Até o começo de outubro a gente vai resolver a questão do acordo com a Vale para resolver o problema de Mariana. É uma coisa que se arrasta a 10 anos. Vários compromissos, tentativas de fazer acordos, decisões judiciais e a Vale não cumpre e agora vai ter que cumprir”, disse o presidente.

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Editor de política. Foi repórter no jornal O Tempo e no Portal R7 e atuou no Governo de Minas. Formado em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), tem MBA em Jornalismo de Dados pelo IDP.