Flávio explica por que desistiu de vice mulher e escolheu Alfredo Gaspar para a chapa
Presidenciável do PL diz que tentou atrair nomes femininos de outros partidos, mas falta de alianças levou à escolha do deputado federal

O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, afirmou nesta quinta-feira (6) que sua preferência inicial era ter uma mulher como candidata a vice-presidente, mas disse que as dificuldades para ampliar alianças partidárias levaram à escolha do deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) para compor a chapa.
Durante participação no podcast MMakers, Flávio explicou que buscou construir uma composição com uma vice de outro partido, tanto para ampliar a participação feminina na chapa quanto para fortalecer politicamente a candidatura.
Segundo o senador, uma das principais apostas era a ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques, que se filiou ao Republicanos. A estratégia, segundo ele, era utilizar a indicação para aproximar o partido da campanha presidencial: "Eu sempre falei da minha preferência sobre ter uma vice mulher, não apenas por ser mulher, porque eu sei da quantidade de mulheres preparadíssimas que tem do nosso lado."
Flávio afirmou, no entanto, que as negociações não avançaram porque os partidos optaram por permanecer neutros na disputa presidencial. Republicanos, Podemos e a Federação União Progressista decidiram não formalizar apoio à candidatura do PL.
Apesar disso, o presidenciável disse que as mulheres que chegaram a ser cogitadas para a vice-presidência continuam participando da campanha: "Todas elas estão do meu lado, sem exceção. Estão participando dessa pré-campanha, colaborando com ideias e dando opiniões."
Sem conseguir formar uma aliança nacional, Flávio voltou a concentrar as negociações dentro do próprio PL. Ele citou nomes como Michelle Bolsonaro, Júlia Zanatta, Priscila Costa, Bia Kicis e Clarissa Tércio, mas afirmou que todas já estavam com projetos eleitorais definidos para outros cargos. Segundo o senador, a alternativa surgiu por indicação do coordenador da campanha, Rogério Marinho, que sugeriu o nome de Alfredo Gaspar.
Flávio afirmou que o deputado reúne os requisitos considerados essenciais para a vaga e classificou a escolha como um privilégio para a chapa. A definição se deu após semanas de negociações para ampliar a coligação do PL. Sem o apoio formal de outras legendas, a candidatura presidencial será disputada em uma chapa composta exclusivamente por integrantes do partido.
Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.


