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Lula critica uso político da religião em encontro com pastores

Presidente defende respeito à fé das pessoas, rejeita uso eleitoral de igrejas e reforça diálogo com lideranças evangélicas

PorBrasília
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Encontro com pastores dos EUA e com pastores brasileiros da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito.
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Encontro com pastores dos EUA e com pastores brasileiros da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito. • Foto: Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou o uso político da religião durante encontro com pastores brasileiros e americanos, realizado nesta quarta-feira (16), no Palácio do Planalto.

Na ocasião, Lula defendeu o respeito à fé das pessoas e afirmou que não pretende transformar igrejas em espaços de campanha eleitoral. A declaração ocorre durante a aproximação do governo com lideranças evangélicas, segmento que tem peso no cenário político brasileiro.

Ainda no encontro, Lula disse que caso queira fazer campanha, prefere utilizar as ruas, e não os templos religiosos. O presidente também reforçou a defesa da separação entre religião e política partidária.

A reunião faz parte de uma agenda de diálogo com lideranças religiosas. O encontro contou com representantes da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito e pastores de outros países, incluindo os Estados Unidos.

O segmento evangélico é um dos grupos relevantes na disputa eleitoral de 2026. A iniciativa ocorre em um contexto de esforços do governo para ampliar o diálogo com fiéis e lideranças de diferentes denominações.

Além das críticas ao uso eleitoral da religião, Lula abordou a importância das igrejas na sociedade e a participação das mulheres nas comunidades evangélicas.

Durante o encontro, Lula também tratou de questões internacionais. O presidente criticou conflitos armados e defendeu que a comunidade internacional fortaleça a atuação diplomática em favor da paz.

A agenda com lideranças religiosas se soma às manifestações do presidente sobre o papel da Organização das Nações Unidas (ONU) na busca por soluções para conflitos e na defesa da cooperação internacional.

Por, Repórter

João Pedro Melo é jornalista, formado pelo UniCEUB. Tem mais de dez anos de experiência na cobertura de Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal. Teve passagens pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação como repórter de política na TV e no rádio.

 

 

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