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TikTok detalha ao TSE medidas para as eleições de 2026

Plano prevê ações contra desinformação, redes coordenadas e conteúdos manipulados por inteligência artificial

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TikTok • Kon Zografos/Pixabay

A ByteDance Brasil, proprietária do TikTok, apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um plano de conformidade para as Eleições de 2026. O documento reúne ações de educação midiática, combate à desinformação, monitoramento de operações coordenadas e regras para mídias sintéticas, atendendo às exigências da Justiça Eleitoral.

Entre as iniciativas está a criação de 20 vídeos educativos em parceria com a Agência Lupa, além de uma versão atualizada do guia “TikTok e as Eleições”, elaborado junto à Politize!. O material aborda temas como identificação de dados enganosos, integridade eleitoral, cidadania e discurso de ódio.

Uma das principais mudanças envolve o algoritmo de distribuição da plataforma. Perfis oficiais de postulantes a cargos públicos não serão exibidos no feed “Para Você”, a principal vitrine do aplicativo.

Com essa trava, os vídeos publicados por essas contas perdem a entrega orgânica baseada em preferências dos usuários, além de sofrerem redução de alcance nos resultados de busca.

Combate à violência política de gênero

A empresa prevê ampliar alianças com organizações brasileiras focadas em integridade pública e formação cívica. O foco principal será coibir agressões direcionadas a mulheres na política, aprimorando o rastreamento de comportamentos abusivos no ambiente digital.

A prática é classificada como infração relevante na regulamentação eleitoral e recebeu atenção especial no documento entregue ao tribunal.

Redes coordenadas entram no radar

Articulação para várias contas trabalharem juntas para simular apoio popular, aumentarem a circulação de determinadas narrativas ou esconderem os responsáveis por campanhas de influência terão prioridade de checagem.

Ao identificar esse tipo de comportamento, o aplicativo vai analisar as contas envolvidas, o alcance das publicações e as estratégias utilizadas. Se forem confirmadas ações para interferir nas eleições brasileiras, os casos serão comunicados ao TSE, desde que isso não atrapalhe investigações em andamento.

Uso de inteligência artificial terá fiscalização reforçada

A checagem de conteúdos gerados por IA ganhará reforço nas fases decisivas da disputa. O rastreamento será intensificado na janela entre 72 horas antes e 24 horas após a votação, momento em que a legislação impõe sanções severas a mídias sintéticas que reproduzam voz, imagem ou traços marcantes de figuras públicas. As regras aplicam-se também ao CapCut e ao Dola, serviços pertencentes ao mesmo grupo econômico.

O TikTok também reafirmou que não comercializa anúncios políticos no Brasil. Durante a campanha, a equipe adotará filtros para barrar tentativas de burlar essa proibição.

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Jornalista formado pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas). Atuou na assessoria de comunicação da Assembleia Legislativa de Minas Gerais e nas redações da Rede Minas e da Rede Catedral. Atualmente, cobre as eleições de 2026 pela Itatiaia.

 

 

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