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Patrus diz que eventual governo não atrasará salários ao ser lembrado de Pimentel

Em entrevista à TV Globo Minas, o candidato ao governo de MG se distanciou da gestão do ex-governador Fernando Pimentel (PT)

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O candidato Patrus Ananias (PT), entrevistado de hoje pelo 'MG1', e os jornalistas Mara Pinheiro e Sérgio Marques. • Foto: Globo/Douglas Magno

O candidato ao governo de Minas, Patrus Ananias (PT), participou nesta quarta-feira (16) de uma entrevista à TV Globo Minas e afirmou que tem um compromisso de valorização dos servidores públicos do estado. A declaração veio após uma pergunta da jornalista Mara Pinheiro a respeito da gestão do ex-governador petista Fernando Pimentel, que teve problemas para pagar os fornecedores do estado e os salários de servidores em dia.

Patrus respondeu se comprometendo a não repetir os erros do colega de partido: “Nós não faremos isso. Eu assumo o compromisso com servidoras e servidores do estado de Minas Gerais que a remuneração deles será (paga), dignamente, nos dias certos”.

O candidato relembrou sua relação com Pimentel, que foi seu secretário durante o mandato na Prefeitura de Belo Horizonte (1993–1996) , mas ressaltou que os dois seguiram caminhos diferentes a partir daí. “Eu não respondo pelas outras pessoas, eu respondo pela minha pessoa”, declarou.

Depois dessas declarações, a jornalista ainda perguntou sobre atrasos de Pimentel no repasse aos municípios, dívida de quase R$6 bilhões que até hoje ainda não foi paga integralmente. Sobre o assunto, Patrus declarou que sua gestão será ética e que ele “abrirá as contas públicas”, apostando na transparência como forma de mitigar o descontrole dos gastos públicos. 

Valorização e ampliação dos servidores

Aproveitando o assunto dos salários de servidores, o jornalista Sérgio Marques questionou Patrus sobre a proposta de ampliar os servidores concursados na educação. Sérgio perguntou ao candidato como ele conseguirá adequar esse gasto adicional dentro da Lei de Responsabilidade Fiscal, que proíbe governantes de gastar mais do que o estado arrecada com impostos.

O petista apresentou propostas para aumentar a arrecadação, como criação de novos tributos para empresas mineradoras e revisão de isenções fiscais. Ele argumentou que a preocupação com as contas públicas é importante, mas não pode comprometer o investimento em áreas estratégicas como saúde, educação e segurança pública. "Eu sou contra que áreas fundamentais como essas que eu mencionei terem servidores contratados, fundamental que sejam pessoas aprovadas em concurso público e que façam uma carreira dentro desses serviços", afirmou.

Patrus também propôs um alongamento no prazo de pagamento da dívida com a União e argumentou que com uma vitória do presidente Lula (PT) na corrida à presidência, a negociação ficaria mais fácil. Sérgio Marques, questionou se, neste caso, os juros também aumentariam. O candidato disse que "tudo é negociado", mas que a prioridade é viabilizar mais gastos para possibilitar mais investimento em políticas públicas que melhorem a dignidade da população.

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Jornalista formado pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG). Atuou em assessoria de imprensa no Ministério Público do Trabalho de Minas Gerais (MPT-MG) e no setor de apuração da TV Alterosa. Cobre as eleições de 2026 para a Itatiaia.

 

 

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