Líder do PT celebra cassação de Eduardo e Ramagem: ‘Fim da bancada dos foragidos’

Deputados bolsonaristas foram cassados por decisão da mesa diretora da Câmara nesta quinta-feira (18)

O líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (RJ)

O líder do Partido dos Trabalhadores na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ), celebrou a cassação do dos deputados federais Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Alexandre Ramagem (PL-RJ), nesta quinta-feira (18). Os parlamentares perderam o cargo por decisão de ofício da mesa diretora e do presidente Hugo Motta (Republicanos-PB).

Segundo Lindbergh, a decisão da Câmara extinguiu a “bancada de foragidos”. “Como sempre defendemos, à Mesa coube apenas declarar a vacância, sob pena de usurpação da competência do Judiciário e violação frontal à separação dos Poderes, pois o mandato parlamentar não é escudo contra a Justiça e nem salvo-conduto para o abandono das funções públicas”, disse o parlamentar.

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No caso de Eduardo Bolsonaro, que mora nos Estados Unidos desde março para tentar articular sanções contra autoridades brasileiras, a perda de mandato ocorre pelo número de faltas suficientes. Já Ramagem, que fugiu para o exterior durante o julgamento da tentativa de golpe no Supremo Tribunal Federal (STF), foi condenado a 16 anos e um mês de prisão, com a perda de mandato declarada pelos ministros.

A cassação dos parlamentares já era uma possibilidade ventilada por Motta. Na semana passada, o presidente da Câmara havia dito que gostaria de resolver os casos antes do recesso de fim de ano, e deu um prazo de cinco dias para ambos apresentarem uma defesa - prazo esse que se encerrou nesta quarta-feira (17).

Segundo Motta, “é impossível o exercício do mandato parlamentar fora do território nacional”. A decisão, porém, causou revolta na oposição. O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, disse que a cassação “escancara a deformação do sistema democrático brasileiro”, e ressalta que os colegas são vítimas de perseguição política de setores do Judiciário.

“Hoje foram eles. Amanhã pode ser qualquer parlamentar que não se submeta. A história é clara: quando o Legislativo aceita a tutela, perde autoridade. E quando perde autoridade, a democracia adoece”, disse o líder do PL.

Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.
Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.

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