“Perseguição política sem precedentes”, diz líder da oposição sobre indiciamento de Bolsonaro
Zucco questiona o fato de o indiciamento ocorrer dias após pesquisas apontarem uma queda recorde na aprovação do governo Lula
O líder da oposição na Câmara dos Deputados, Zucco (PL-RS), repudiou o indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pela Procuradoria-Geral da República.
Em vídeo divulgado, o parlamentar questionou o fato de o indiciamento ocorrer dias após pesquisas apontarem uma queda recorde na aprovação do governo do presidente Lula.
"Não é coincidência demais que isso (indiciamento) aconteça justamente no momento em que a aprovação do desgoverno Lula despenca para 24%? E que a economia do Brasil está em colapso com a volta da inflação, o descontrole da dívida pública?", disse Zucco.
O deputado classificou a situação como "populismo judicial" e uma "perseguição política sem precedentes". Ele argumentou ainda que o Poder Judiciário está sendo pressionado por um governo que tenta "esconder sua incompetência".
Falta de provas concretas
Zucco citou a ausência de provas concretas que sustentem a acusação de tentativa de golpe de Estado. Segundo ele, "O código penal é claro ao exigir a comprovação da execução do crime para que se fale em tentativa, e, até agora, não há nenhum indício de que o ex-presidente tenha coordenado ou participado de atos concretos para subverter a ordem democrática".
Por fim, o líder da oposição convocou apoiadores de Bolsonaro para manifestações no dia 16 de março. "Que esse indiciamento absurdo sirva de combustível para enchermos as ruas do país no próximo dia 16 de março. Juntos, nós vamos enviar um recado claro e incontestável para o mundo. O Brasil é dos brasileiros, não do Lula".
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