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Justiça inglesa convoca audiência em outubro para decidir representação de atingidos de Mariana

Decisão do Tribunal Superior da Inglaterra e País de Gales determinou uma data para definir o imbróglio sobre a representação dos atingidos pela tragédia de Mariana na ação que corre em Londres

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Tragédia de Mariana ocorreu em novembro de 2015, 19 pessoas morreram no maior desastre ambiental da história do país • Corpo de Bombeiros

Uma decisão do Tribunal Superior da Inglaterra e País de Gales convocou uma audiência para 5 e 6 de outubro para definir a representação jurídica dos atingidos pela tragédia de Mariana no caso que corre na corte inglesa. A medida assinada pelo juiz Justice Constable rejeitou o pedido apresentado pela Bailey Glasser International (BGI) para suspender o andamento da ação judicial contra a mineradora BHP pelo desastre do rompimento da barragem do Fundão, em novembro de 2015.

 

A controvérsia envolve a tentativa do escritório BGI de estender sua representação para além dos 17 integrantes do Comitê de Clientes do Litígio de Mariana. Em 2 de setembro de 2026, o Pogust Goodhead (PG), escritório que inicialmente ingressou com a ação na Justiça da Inglaterra representando centenas de milhares de atingidos há mais de oito anos, ingressou com uma ação questionando a validade da suposta rescisão dos contratos coletivos de honorários e contestando a contratação da BGI por falta de autoridade e de justa causa. 

 

Em resposta, em 4 de setembro, o presidente do Comitê de Clientes moveu uma ação buscando reconhecer a validade da troca de representação para a BGI. A BGI solicitou a paralisação do processo principal de Mariana até que essa disputa interna fosse resolvida. 

 

O Pogust Goodhead opôs-se à suspensão, argumentando pela necessidade de preservar os prazos da ação contra a BHP e evitar novos atrasos para os atingidos.

 

Ao decidir a questão, o juiz Mr Justice Constable negou o pedido de suspensão da ação principal. A ordem judicial reforça que não houve qualquer determinação reconhecendo a transferência geral dos clientes do Pogust Goodhead para a BGI, mantendo a validade dessa troca sob litígio. 

 

A ordem judicial delimita o foco da audiência marcada para 5 e 6 de outubro exclusivamente para a análise da questão de autoridade e para a controvérsia sobre a notificação de mudança, visando definir com clareza qual escritório representa quais autores

 

Em nota oficial emitida após a divulgação do despacho, o Pogust Goodhead avaliou a decisão como um avanço decisivo para a manutenção do cronograma processual.

 

"A decisão de hoje representa uma vitória importante para os nossos clientes. O Tribunal rejeitou qualquer tentativa de atrasar o andamento do processo e confirmou a manutenção do cronograma. Depois de quase 11 anos de espera, nossos clientes precisam de clareza, não de mais atrasos. Esta decisão garante que a questão da representação seja resolvida com rapidez e de forma pública, como deve ser”, disse a CEO do escritório, Alicia Alinia.

 

O Pogust Goodhead sustenta que o Comitê de Clientes não possui prerrogativa legal para alterar a representação dos atingidos. 

 

A reportagem entrou em contato com o BGI e mantém o espaço aberto para uma manifestação.

 

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Repórter de política da Itatiaia, é jornalista formado pela UFMG com graduação também em Relações Públicas. Foi repórter de cidades no Hoje em Dia. No jornal Estado de Minas, trabalhou na editoria de Política com contribuições para a coluna do caderno e para o suplemento de literatura.

 

 

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