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Renan Santos acusa campanha de Flávio Bolsonaro de ligação financeira com grupo dos EUA

Candidato à Presidência do Missão cita interesse em terras raras e cobra investigação

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Renan Santos concorre pela primeira vez ao cargo de Presidente da República • Reprodução Uol/Folha de São Paulo

O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) acusou a chapa de seu rival Flávio Bolsonaro (PL) de receber apoio financeiro da Rockbridge Network, rede americana de investidores ligada ao movimento conservador nos Estados Unidos, fundada pelo vice-presidente J.D. Vance. A declaração foi dada durante sabatina do UOL e da Folha de São Paulo nesta sexta-feira (11).

A legislação eleitoral brasileira proíbe expressamente que partidos políticos e candidaturas recebam, de forma direta ou indireta, qualquer tipo de doação ou recurso de origem estrangeira. Questionado sobre as acusações, o candidato do Missão disse ter informações de que o entorno do adversário mantém contatos com o grupo por meio de intermediários no Brasil.

“Eu tenho provas da relação do grupo que envolve o senhor Tallis Gomes, um coach empresarial ligado ao Flávio Bolsonaro, com um rapaz chamado Pedro Sang e outras pessoas com a Rockbridge nos Estados Unidos”, afirmou Renan Santos.

Financiamento e terras raras

Embora descarte o envio de verbas externas sem intermediários para a chapa do PL, o líder do Missão levantou a suspeita de financiamento com foco no interesse de investidores americanos em setores estratégicos do país, como o mercado de terras raras.

“Eu duvido que haja dinheiro estrangeiro diretamente na campanha, ninguém vai fazer isso. Agora, indiretamente é a coisa mais fácil do mundo, e isso precisa ser investigado”, pontuou o presidenciável.

Apresentação de dados à imprensa

Indagado se levaria a denúncia ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Renan declarou que pretende entregar os dados primeiro aos veículos de comunicação, alegando limitações de estrutura no momento.

“Primeiro eu vou apresentar para o jornalismo. Eu acho que os jornalistas têm que fazer um trabalho, porque eu agora estou no meio de uma campanha, e eu não tenho nem equipe nem braço para fazer a parte jurídica”, argumentou o candidato.

 

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Jornalista formado pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas). Atuou na assessoria de comunicação da Assembleia Legislativa de Minas Gerais e nas redações da Rede Minas e da Rede Catedral. Atualmente, cobre as eleições de 2026 pela Itatiaia.

 

 

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