Haddad defende taxação de super-ricos em audiência com o Papa Francisco
Ministro da Fazenda apresentou ao pontífice, durante visita ao Vaticano, proposta da criação de um imposto global sobre grandes fortunas, discutida entre os membros do G20

O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, foi recebido nesta quinta-feira (6) pelo Papa Francisco para uma audiência no Vaticano. No encontro, que seguiu o molde tradicional de encontros entre representantes de governo e a Santa Sé, o político brasileiro apresentou ao pontífice a proposta de taxação global dos chamados super-ricos, que é um dos principais temas discutidos entre os membros do G20 - grupo que reúne as 20 maiores economias do planeta e que, neste ano, é presidido pelo Brasil.
O Papa Francisco é um dos defensores da ideia, e é visto politicamente como uma personagem importante na difusão da proposta diante da opinião pública. Em publicação nas redes sociais horas após a audiência, Haddad defendeu “uma economia global de laços que combatam a miséria e a pobreza”.
No encontro no Vaticano, Haddad também abordou com o pontífice a tragédia no Rio Grande do Sul, reforçando a necessidade de cooperação entre os países para combater a crise climática. Entre os presentes que foram entregues ao papa pela comitiva brasileira estava uma cuia - aparato utilizado para a produção do chimarrão.
Um dos autores da ideia, o economista francês Gabriel Zucman, informou que a taxação dos super-ricos afetaria apenas 3 mil indivíduos em todo o planeta, dos quais cerca de 100 estão na América Latina. Em contrapartida, teria potencial de arrecadar cerca de US$ 250 bilhões por ano.
A medida precisa ser apoiada, especialmente, pelas nações mais ricas. No entanto, a ideia ainda sofre resistências.
Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio



