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Haddad conclui proposta de revisão da tabela do Imposto de Renda 

Texto será avaliado pelo presidente Lula, que prometeu, na campanha, isentar do IR quem ganha até R$ 5 mil

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Haddad confirmou ter concluído proposta sobre revisão da tabela do Imposto de Renda em reunião do PT
Haddad confirmou ter concluído proposta sobre revisão da tabela do Imposto de Renda em reunião do PT • Rovena Rosa/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), anunciou nesta segunda-feira (13), que a pasta concluiu a proposta de revisão da tabela do Imposto de Renda - Pessoa Física. O objetivo é ampliar a faixa de isenção da tabela, que hoje começa a taxas trabalhadores com renda de R$ 1,9 mil - ou seja, quem ganha acima de um salário mínimo e meio.

Haddad, que falou sobre o tema em reunião do Diretório Nacional do PT, não citou o novo valor da tabela do IR. A proposta, agora, será encaminhada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

De acordo com a assessoria do PT, Haddad falou por 40 minutos sobre políticas fiscais e monetárias. O ministro informou aos dirigentes partidários que concluiu também o programa Desenrola, voltado à renegociação de pequenas dívidas.

Tabela do Imposto de Renda

A última atualização da tabela de Imposto de Renda foi feita em 2015, ainda durante o governo de Dilma Rousseff (PT). Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL) não mexeram na tabela, o que fez com que cada vez mais brasileiros, em especial os de menor renda, passem a pagar esse tributo.

Com o valor do salário mínimo em R$ 1.302, pela primeira vez na história do país, pessoas que ganham 1,5 salário mínimo serão taxadas. O valor atual do mínimo foi definido na proposta orçamentária do governo anterior.

Durante a campanha eleitoral, Lula chegou a prometer ampliar, ao longo de seu governo, para R$ 5 mil a faixa de isenção. Durante reunião com centrais sindicais, em janeiro, Lula reiterou a ideia, enfatizando que, no Brasil, “quem ganha muito paga pouco”.

“Eu tenho uma briga com os economistas do PT. O pessoal fala assim ‘se fizer isenção até R$ 5 mil. são 60% da arrecadação deste país’. Então, vamos mudar a lógica, vamos diminuir para o pobre e aumentar para o rico", disse, durante o encontro, o presidente.

(Com agências)

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