GT das Mulheres no G20 quer diretrizes coletivas para igualdade salarial e combate à misoginia
Primeira reunião do grupo será nesta semana em Brasília

O Grupo de Trabalho Empoderamento das Mulheres dentro do G20 se reuniá pela primeria vez na quarta (17) e na quinta-feira (18). O bloco é integrado pelas 19 maiores economias do mundo, União Europeia e União Africana. O GT das mulheres foi anunciado no passado, durante a presidência indiana do G20, e os trabalhos começam na gestão brasileira. A reunião será realizada na sede do Serpro (QG do G20), em Brasília, e contará também com participações online.
Além de encontros deliberativos e de portas fechadas, que são realizados entre ministros e presidentes, o G20 discute temas que impactam o mundo todo e que podem ser trabalhados coletivamente, a partir de diretrizes discutidas entre as nações. O GT Empoderamento de Mulheres vai se debruçar sobre os problemas do dia a dia das mulheres. O objetivo é que estejam fortemente relacionados com os temas debatidos entre os países durante as reuniões de autoridades.
Dentro dessa lógica, o Brasil tem destacado a importância do grupo na definição de políticas econômicas que beneficiem não apenas as grandes potências, mas também os países em desenvolvimento, assegurando que as necessidades e desafios específicos dos países do Sul Global sejam considerados nas decisões.
Em entrevista ao site G20 Brasil, a ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, afirmou que o GT tem três pautas prioritárias: questão da igualdade, que passa por salários iguais para homens e mulheres (como os países estão trabalhando para garantir que a mulher tenha menos horas de trabalho); enfrentamento da misoginia; e justiça climática (as mulheres são as que mais sofrem com qualquer desastre natural, embora sejam elas que mais preservam o meio ambiente).
Edilene Lopes é jornalista, cientista política, repórter e colunista da Itatiaia e analista da CNN Brasil. Com experiência em coberturas nacionais e internacionais, tem ampla experiência em entrevistas exclusivas com presidentes da República. Foi eleita a melhor repórter de rádio do Brasil pelo Troféu Mulher Imprensa e também venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados.



