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Grupo aguarda aval de prefeituras para avançar com gestão do transporte na Grande BH

Interlocutores ouvidos pela Itatiaia afirmam que a pauta tem apoio maciço da maior parte dos prefeitos, embora ainda não tenha saído do papel

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Cristiano Machado / Imprensa MG.

Técnicos e lideranças de prefeituras da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) esperam que a institucionalização do Grupo Técnico de Integração (GT Integração), criado para estudar um modelo de governança única para gerir o transporte público na Grande BH, ocorra até o próximo mês.

Interlocutores ouvidos pela Itatiaia afirmam que a pauta tem apoio maciço da maior parte dos prefeitos, embora ainda não tenha saído do papel.

A discussão em torno de uma governança metropolitana como solução para o transporte público chegou a ser levantada por chefes dos Executivos municipais durante um encontro da Frente Nacional de Prefeitos e Prefeitas (FNP), realizado em abril deste ano na capital mineira.

A expectativa inicial era de que o GT Integração, formado por representantes das prefeituras de Contagem, Betim, Nova Lima e Belo Horizonte, apresentasse entre abril e maio de 2026 uma proposta elaborada pelo corpo técnico.

Os planos, no entanto, mudaram. O grupo aguarda a formalização das prefeituras para avançar institucionalmente com os estudos de viabilidade da proposta.

O documento, segundo apurou a reportagem, foi enviado para as prefeituras.

Na prática, os encontros do GT Integração não foram interrompidos, mas dependem da institucionalização para avançar. Com o aval dos prefeitos, o corpo técnico poderá apresentar a proposta que prevê a criação de uma espécie de "guarda conjunta" do transporte público da Grande BH, operação que envolve a empresa responsável pelo Metrô BH, além do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (Setra-BH) e do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros Metropolitano (Sintram).

Em Goiânia, por exemplo, o sistema é gerido por um modelo semelhante ao proposto: a Rede Metropolitana de Transportes Coletivos (RMTC), formada por todas as linhas e serviços de transporte público que atendem à capital e outros 18 municípios.

Ao todo, são 51 pontos de integração, sendo 21 terminais, 19 estações de conexão e 12 pontos de conexão, além da oferta de bilhete único no valor de R$ 4,30.

A RMTC funciona como um consórcio formado por empresas públicas e privadas, responsáveis pela execução e manutenção do serviço.

Interlocutores ouvidos pela Itatiaia explicam que, na década de 1980, o transporte público da Grande BH era administrado pela Companhia de Transportes Urbanos da Região Metropolitana (Metrobel). A autarquia, no entanto, era gerida apenas pelo governo do Estado, sem participação dos municípios.

A proposta atual prevê uma liderança conjunta, dividida de forma igualitária entre os municípios da Grande BH, permitindo que cada um contribua a partir de suas demandas específicas.

A expectativa é de que, se todos os processos burocráticos e legais avançarem conforme o previsto, a transição para o modelo de governança metropolitana possa começar ainda no fim de 2027.

'Herança' na prefeitura de Contagem

Na Grande BH, a pauta da mobilidade metropolitana foi uma das bandeiras da ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT-MG).

Fora do Executivo em razão da disputa pelo Senado, o tema passou a ser conduzido pelo atual prefeito do município, Ricardo Faria (PSD).

Por meio da Transcon, a Prefeitura de Contagem informou à Itatiaia que o documento de formalização do GT Integração foi encaminhado ao município neste mês de junho, mas houve um erro na assinatura, o que fez com que o ofício fosse devolvido ao Governo de Minas, por meio da Seinfra, para correção e regularização.

“Após o retorno do documento à Transcon, ele seguirá para as assinaturas do presidente da companhia e do prefeito. A expectativa é que, assim que o documento estiver novamente em posse da Transcon, as assinaturas sejam realizadas e o processo tenha continuidade”, informou o comunicado enviado à reportagem.

Veja a nota na íntegra:

A Transcon informa que o documento já foi encaminhado à Prefeitura agora em junho, porém foi identificado um erro na assinatura. Por esse motivo, ele foi devolvido ao Governo de Minas Gerais, por meio da Seinfra, para correção e regularização.

Após o retorno do documento à Transcon, ele seguirá para as assinaturas do presidente da companhia e do prefeito. A expectativa é que, assim que o documento estiver novamente em posse da Transcon, as assinaturas sejam realizadas e o processo tenha continuidade.

A Prefeitura de Contagem, por meio da Transcon, participa efetivamente das discussões técnicas desde o início dos trabalhos do grupo, em meados de 2025.

O grupo técnico é formado por representantes do Estado, de municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte e de outras instituições, que vêm estudando alternativas técnicas, econômicas e operacionais para a construção de um modelo de governança metropolitana da mobilidade.

As reuniões e os debates ocorrem de forma contínua desde junho de 2025, com participação ativa dos representantes de Contagem, que contribuem para a elaboração de propostas voltadas à melhoria da integração e da gestão do transporte público metropolitano.

O Acordo de Cooperação Técnica (ACT) encaminhado para assinatura tem como objetivo formalizar e institucionalizar um trabalho conjunto que já vem sendo desenvolvido pelos entes participantes ao longo desse período.

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Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, já foi produtora de programas da grade e repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.