Greve no INSS: Justiça determina que 85% dos servidores continuem trabalhando
Paralisação começou no último 16 e foi questionada pelo governo federal, que alega prejuízos com o movimento

A presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Maria Thereza de Assis, atendeu a um pedido do Governo Federal e determinou que, no mínimo, 85% dos servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) continuem trabalhando durante a greve da categoria.
"Como se observa, é inquestionável a essencialidade das atividades desempenhadas pelos servidores do INSS, pois envolvem o pagamento de benefícios previdenciários que são conceituados por lei como 'meios indispensáveis de manutenção, por motivo de incapacidade, desemprego involuntário, idade avançada, tempo de serviço, encargos familiares e prisão ou morte daqueles de quem dependiam economicamente', diz a ministra em um trecho da sentença.
A greve dos servidores do INSS começou no último dia 16. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores do Seguro Social e Previdência (SINSSP), as reivindicações são recomposição de perdas salariais, valorização profissional e melhores condições de trabalho.
A ação judicial atendida pela presidente do TSE partiu da AGU (Advocacia-Geral da União), que afirma que a greve tem afetado seriamente o “exercício normal e rotineiro das atividades institucionais do INSS”, diz o documento.
Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio



