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Governo tem duas investigações em curso sobre fuga de detentos em Mossoró; entenda

Ministro da Justiça e da Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, detalhou ações tomadas pelo governo e o curso das investigações até o momento

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Há menos de duas semanas no cargo, Ricardo Lewandowski enfrenta primeira grande crise à frente do novo cargo • Tom Costa / MJSP

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, anunciou em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (15) que há duas investigações em curso para averiguar como sucedeu à fuga de dois criminosos da Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte. Apesar do ministro não apresentar preocupações com uma suposta premeditação da fuga, não foi descartada nenhuma possibilidade que possa explicar como pode ter sido realizada a ação.

"A responsabilidade disso será investigada no plano administrativo e no plano criminal. Não imaginamos que tenha sido algo orquestrado. Uma fuga que custou muito barata, feito com aquilo que estava no local", afirmou o ministro.

Os detentos encontraram e fizeram uso de um alicate para cortar as grades que os separaram da rua.

Lewandowski afirmou, ainda, que não pode dar muitos detalhes sobre como serão realizadas as investigações, mas que elas serão divididas para melhor apuração dos órgãos competentes. A primeira linha a ser desenvolvida tem caráter administrativo para apurar as responsabilidades disciplinares. Foi aberto uma sindicância interna que pode se transformar em inquérito administrativo, sob coordenação do secretário de Segurança, André Garcia, que está no local acompanhando as investigações.

Lewandowski estava há 14 dias no cargo

A fuga dos detentos Rogério da Silva Mendonça, 36, e Deibson Cabral Nascimento, 33, da penitenciária de segurança máxima de Mossoró (RN) inaugura a primeira crise do ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, que estava há apenas 14 dias no cargo. Os detentos que escaparam seriam ligados ao Comando Vermelho e tiveram seus nomes incluídos na difusão vermelha da Interpol.

Segundo Lewandowski, a operação está focada na recaptura e conta com cerca de 100 agentes da Polícia Federal, 100 agentes da Polícia Rodoviária Federal e outros 100 homens e mulheres das Polícias Militar e Civil do Rio Grande do Norte. Também são utilizados recursos tecnológicos como helicópteros e drones com sensores de calor para tentar capturar os criminosos.

Medidas a fim de aumentar a segurança nos presídios também foram mencionadas pelo ministro. Foram anunciados equipamentos de reconhecimento facial em todos os presídios para todos os que ingressarem nas unidades, nomeação de novos 80 policiais penais federais já aprovados em concurso e modernização do sistema de alerta com sensor de movimento. O sistema de videomonitoramento em todas as cinco unidades prisionais também será modernizado.

Lewandowski ainda citou uma reforma na Penitenciária Federal de Brasília (DF), conhecido como Papuda, como exemplo. As muralhas que cercam o complexo foram levantadas após reforma realizada no final de 2022. "Algo que é mais custoso, é mais trabalhoso, mas já está no planejamento nosso é a construção de muralhas em todos os presídios federais. A exemplo daquilo que foi feito na unidade do Distrito Federal. Os recursos virão do Fundo Penitenciário Nacional, o Funpen, evidentemente após o processo licitatório que a lei exige", afirmou.

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Repórter de Política Nacional e Internacional na rádio Itatiaia. Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e pós-graduanda em Comunicação Governamental na PUC Minas. Sólida experiência no Legislativo e Executivo mineiro. Premiada na 7ª Olimpíada Nacional de História do Brasil da Universidade de Campinas.