Governo prepara força-tarefa para aprovar PEC do fim da escala 6x1 no Senado
Expectativa do Palácio do Planalto e do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), é que o texto seja analisado rapidamente pelos senadores

O governo federal intensificou as articulações no Senado pela aprovação da PEC do fim da escala 6x1. A expectativa do Palácio do Planalto e do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), é que o texto seja analisado rapidamente pelos senadores e promulgado antes do recesso parlamentar, previsto para começar em 18 de julho.
A estratégia do governo depende diretamente do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que deverá conduzir a votação da proposta na Casa. A previsão é de que a PEC seja aprovada em até 30 dias após o envio do texto pela Câmara.
A articulação ocorre em meio a um momento de tensão recente entre o governo federal e o Senado, intensificado após a rejeição da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF). Foi a primeira vez, em mais de 130 anos, que o Congresso rejeitou um nome indicado ao Supremo.
Apesar do desgaste, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, negou qualquer crise entre o Palácio do Planalto e Alcolumbre. Segundo ele, há disposição para diálogo e entendimento em torno da proposta.
“O Senado também terá sabedoria de ouvir o grito da sociedade brasileira. Vamos conversar com o Davi e tenho certeza que a sensibilidade vai convencer o senador”, afirmou o ministro. Marinho comparou a relação entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Alcolumbre a “amigos que estão há meses sem se falar e retomam o contato de maneira calorosa”.
Enquanto o governo busca acelerar a votação, representantes do empresariado brasileiro tentam frear o avanço da PEC. Em reunião realizada nesta terça-feira (26) com Davi Alcolumbre, empresários defenderam mais tempo para análise da proposta e manifestaram preocupação com a tramitação em período eleitoral.
O setor empresarial argumenta que a mudança na jornada de trabalho pode gerar impactos econômicos e trabalhistas que exigiriam um debate mais aprofundado antes da aprovação definitiva da proposta.
* Com informações de CNN
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