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Governo Lula rebate Trump sobre supostas falhas no combate ao crime organizado

Documento entregue pela Casa Branca aos parlamentares americanos afirma que expansão do PCC e do CV transformou o Brasil em um dos principais centros do fluxo global de cocaína

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Trump e Lula em encontro ainda em 2025
Trump e Lula em encontro ainda em 2025 • Ricardo Stuckert / PR

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) rebateu as acusações feitas pelos Estados Unidos, nessa quarta-feira (16), de que o país teria falhado em adotar medidas contra as organizações criminosas, citando especificamente o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC).

O documento, entregue pelo governo de Donald Trump aos parlamentares americanos, sustenta, sem apresentar provas, que a expansão do PCC e do Comando Vermelho transformou o Brasil em um dos principais centros do fluxo global de cocaína. O texto ressalta que as duas organizações representam uma ameaça à paz e à segurança mundial.

Essa manifestação está na lista anual dos países identificados como maiores produtores e de trânsito de drogas. Apesar do Brasil não integrar o grupo de 23 nações citadas, o país foi objeto de críticas laterais no documento. “O governo brasileiro refuta quaisquer alegações de que existam falhas ou omissões no enfrentamento ao crime organizado transnacional”, disse o MJSP.

Segundo a nota do governo Lula, o documento desconsidera os esforços do país no combate ao crime organizado, como a Lei Antifacção, sancionada em março de 2026, e que prevê penas mais severas para líderes de organizações criminosas e cria mecanismos para asfixiar as operações. A pasta ainda destaca que os EUA não levam em consideração as operações de combate ao crime.

“A manifestação norte-americana desconsideraria a robusta cooperação já existente entre Brasil e EUA no combate ao crime organizado transnacional. Além disso, convém frisar a proposta entregue pessoalmente pelo presidente Lula no dia 7/5/2026, em Washington, com detalhamento de medidas conjuntas de enfrentamento à lavagem de dinheiro, compartilhamento de inteligência e combate ao tráfico de armas. Até o momento, permanecemos no aguardo da possível resposta do governo dos EUA”, afirma a nota.

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.

 

 

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