Que fornecedores mais faturaram na campanha?
As plataformas de Big Tech, com destaque para a Meta, lideram o ranking de maiores beneficiárias das campanhas eleitorais

Os gastos de campanha declarados em todo o país, a 17 dias da eleição em primeiro turno, alcançam R$ 3,7 bilhões. São 20.981 candidatos, dos quais 1.832 – 9% – são candidatos que disputam cargos de representação em Minas Gerais. Estão em disputa cargos para deputado estadual, federal, senador, governador e presidente da República.
Os fornecedores que mais lucram, assim como em campanhas a partir de 2018, são as plataformas de Big Tech. A Meta, que controla o Facebook, o Instagram, WhatsApp, Messenger e Threads, lidera o ranking dos fornecedores beneficiados: recebeu diretamente das campanhas R$ 148 milhões – 4% do total de gastos. Mas isso não é tudo. A DLocal Brasil, instituição de pagamentos, fintech global contratada por empresas como a Meta e o Google para receber os pagamentos, captou até agora R$ 59,4 milhões, 2% dos gastos totais. Meta e Dlocal somam recebimentos de R$ 207,4 milhões, 6% dos gastos totais declarados nas campanhas.
Os candidatos a presidente já gastaram R$ 151 milhões em suas respectivas campanhas. A maior fatia das despesas declaradas até agora é de Lula e de Flávio Bolsonaro, nessa ordem: R$ 65 milhões e R$ 55 milhões. Ronaldo Caiado (PSD) despendeu R$ 24 milhões, Romeu Zema (Novo), R$ 4 milhões, Renan Santos (Missão) declarou R$ 1,2 milhão, e Augusto Cury (Avante) informou gastos de R$ 265 mil.
Na disputa ao governo de Minas, o ex-prefeito Alexandre Kalil (PDT) lidera o ranking de gastos: já investiu R$ 12,9 milhões dos R$ 14 milhões arrecadados. O governador Mateus Simões (PSD) tem a segunda maior despesa: foram R$ 8,6 milhões, dos R$ 13 milhões recebidos. O empresário Flávio Roscoe (PL) é o terceiro colocado no ranking, com gastos de R$ 6,4 milhões, dos R$ 11,3 milhões recebidos. O deputado federal Patrus Ananias despendeu R$ 5,8 milhões, de R$ 10,4 milhões arrecadados.
O ex-presidente da Câmara Municipal, Gabriel Azevedo (MDB), gastou R$ 1,7 milhão, dos R$ 3,5 arrecadados. E o senador Cleitinho (Republicanos) usou até agora R$ 641 mil, arrecadou R$ 631 mil até agora arrecadados. Esses valores estão disponíveis no site do TSE e se referem às despesas declaradas até a data de hoje, quinta-feira, 17 de setembro.
Jornalista, doutora em Ciência Política e pesquisadora


