Itatiaia

Governo Lula não tem interesse em federalização da UEMG, afirmam professores

Professores da universidade se reuniram nesta quarta-feira (28) em frente à ALMG pedindo o arquivamento de um projeto que transfere a gestão da UEMG para a União

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Três focos de incêndio voltam a atingir a Serra do Curral, agora no Bairro Sion, Zona Sul de Belo Horizonte, na tarde desta quarta-feira. Dezoito militares estão no local tentando controlar o fogo.
Estudantes e docentes se concentraram no <i>hall</i> lateral da ALMG.  • foto

"Se fosse uma proposta de federalização, iria partir do próprio governo federal. O próprio secretário foi enfático ao dizer que não é a intenção do governo de receber uma autarquia [...] Na nossa avaliação, não se trata de uma proposta de federalização, mas sim de extinção da UEMG".

— explicou para a reportagem.

UEMG teme 'desmonte'

Diante do cenário, membros da comunidade acadêmica da instituição temem um “desmonte” da educação pública de nível superior no Estado.

A vice-presidente da Aduermg e professora do campus Passos, Camila Moura, explica para Itatiaia que a instituição não foi procurada formalmente para discutir as propostas que envolvem a universidade.

De acordo com ela, a reitoria foi “pega de surpresa” com os projetos que a Aduermg considera inconstitucionais. “Nosso maior problema é a falta de autonomia universitária. Esse PL passa por cima, inclusive, do Conselho Universitário, nossa maior instância deliberativa. Sem gestão patrimonial, ficamos em um limbo jurídico muito grande”, disse.

Ela cita ainda o exemplo do novo campus da UEMG em Belo Horizonte. A unidade, que será construída na avenida José Cândido da Silveira, na região Leste da capital, em um terreno de 90 mil metros quadrados. O plano para a expansão da universidade existe desde 1999, quando o espaço foi doado à instituição. "A maioria dos nossos estudantes são de escolas públicas, do próprio vestibular da UENG. Temos um alcance regional muito grande, muito diferente das universidades federais que tem em Minas Gerais. A UEMG acolhe, atua em outra esfera, com um público com muito mais demanda social. Um projeto que não valoriza a própria universidade do Estado é um absurdo", disse.

"Isso não é nem 1% do valor da dívida. Nós acreditamos que isso é uma negociata mesmo, com o intuito de privatizar a universidade, extingui-la do jeito como ela está hoje organizada".

— disse Camila Moura, vice-presidente da Aduermg.
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Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem anterior pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, integra a cobertura da editoria de Política.

 

 

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