Governo Lula avalia reestruturação na Abin após escândalo de espionagem
Revelações feitas pela Polícia Federal após investigação contra ex-diretor da agência durante a gestão de Jair Bolsonaro aumentam a pressão contra atual direção da agência

As novas revelações feitas pela Polícia Federal na operação ‘Vigilância Aproximada’, que teve como alvo a cúpula da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, aumentaram a pressão sobre a atual direção da agência no governo Lula. Aliados do presidente ainda estão divididos, mas a perspectiva é de que haverá mudanças no órgão que comanda o setor de inteligência do governo federal.
Toda a investigação da Polícia Federal até o momento recai apenas sobre a antiga direção do órgão, na época em que ainda era comandado pelo atual deputado federal, Alexandre Ramagem (PL-RJ), que esteve à frente da Abin entre 2019 e 2021. Na época, a suspeita da PF é que Ramagem e seu grupo teriam montado uma espécie de ‘Abin paralela’ dentro do órgão, utilizando-se de um software israelense - adquirido durante a gestão do ex-presidente Michel Temer (MDB) - para monitorar políticos, ministros do Supremo Tribunal Federal, jornalistas e até pessoas próximas dos filhos do ex-presidente.
Desde março do ano passado, a Abin deixou de ser ligada ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e passou para o guarda-chuva da Casa Civil, chefiada pelo ministro Rui Costa. Qualquer decisão sobre a troca de comando na agência, deve passar por ele.
Oficialmente, o governo não vai se manifestar sobre a operação. Na última sexta-feira (26), um delegado da Polícia Federal investigado no caso de espionagem ilegal da Abin foi exonerado de cargo de coordenador de Aviação Operacional da Abin. A ordem foi feita pelo Ministério da Justiça. Além desse agente, outros seis policiais federais que teriam integrado o núcleo de Ramagem na Abin também foram afastados preventivamente.
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Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio



