O governo de Minas Gerais oficializou, nesta segunda-feira (27), a entrega de novos equipamentos para reforçar a frota das forças de segurança do estado, incluindo um novo helicóptero para o Corpo de Bombeiros Militar (CBMMG) e 69 viaturas para a Polícia Militar (PMMG).
De acordo com o Executivo, a aeronave "Arcanjo 15", integrada ao Corpo de Bombeiros, comporta até oito pessoas e ficará baseada em Belo Horizonte, sendo equipada como uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) aérea e com um guincho de salvamento.
O helicóptero foi adquirido por cerca de R$ 43,5 milhões, com recursos do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e do Ministério Público Federal (MPF), como parte de um ciclo de modernização e ampliação da frota do CBMMG.
Já para a Polícia Militar, foram entregues 69 novas viaturas do modelo Citroën C3 Aircross. Segundo a administração estadual, os veículos serão distribuídos entre 65 municípios da Grande BH e do interior de Minas para "fortalecer as atividades de ensino, treinamento e desenvolvimento de capacidades operacionais e profissionais" dos militares.
Imbróglio com forças de segurança
A entrega dos equipamentos ocorre em um momento em que o governador Mateus Simões (PSD) passa por uma "saia justa" com a categoria.
O chefe do Executivo expressou, nos últimos dias, apoio à Proposta de Emenda à Constituição (PEC), conhecida como PEC 40, que prevê o reajuste anual aos servidores das forças de segurança do estado.
O texto, no entanto, está parado na Assembleia há cerca de dois anos, desde que foi protocolado, com assinatura de diversas câmaras municipais. À época, Simões era vice-governador.
Na última sexta-feira (25), o governador se reuniu, de forma remota, com militares e representantes de entidades sindicais da categoria para discutir o destravamento da pauta na Assembleia Legislativa (ALMG).
Nesta segunda-feira, em entrevista ao programa Rádio Vivo, da Itatiaia, o diretor da Associação dos Praças Policiais e Bombeiros Militares de Minas Gerais (Aspra), subtenente Eder Martins, relembrou que o governo "não aquiesceu" à proposta quando ela foi protocolada, em 2024.
"Nós tentamos um diálogo nos últimos oito anos, buscamos a recomposição das forças de segurança. Agora, no apagar das luzes, ele [Simões] diz que vai apoiar essa PEC", disse.
A expectativa da categoria é que, por meio da articulação do governo com os deputados, o texto volte a tramitar nas comissões do Legislativo.