Novo presidente da AMM defende diálogo com municípios no processo de privatização da Copasa
Declaração aconteceu em entrevista ao podcast Dia a Dia da Política, com Bertha Maakaroun, da rádio Itatiaia

O novo presidente da Associação Mineira dos Municípios (AMM), Lucas Vieira Lopes (PSB), defendeu, em entrevista ao podcast Dia a Dia da Política, comandado pela jornalista Bertha Maakaroun, da rádio Itatiaia, divulgado nesta segunda-feira (27), que os municípios não foram procurados para tratar sobre a privatização da Copasa o impacto disso na ponta da prestação de serviço.
“Esse processo é um processo polêmico, os municípios não foram ouvidos no início do processo, antes da votação, ninguém procurou os municípios, nenhum poder procurou os municípios para saber se os prefeitos, qual o entendimento deles, qual é a visão, porque são 853 municípios, e cada município de Minas Gerais tem a sua especificidade”, defende.
“A gente precisa respeitar o resultado dessa votação, os deputados estão lá, são representantes do povo, então a gente precisa de respeitar e cabe a nós agora a gente mitigar os efeitos dessa privatização, abrir um caminho de diálogo entre municípios e Copasa, para muitos prefeitos ainda têm dúvida do que vai acontecer, do que pode acontecer, como que vai funcionar nessa privatização. Então o papel da AMM é justamente abrir esse caminho de diálogo”, acrescentou.
De acordo com ele, o papel da entidade na condução do processo será ser um “espaço” para a discussão entre cada município e a companhia.
“E principalmente também a gente vai começar juntamente com a Copasa, ter um espaço especificamente para discutir essa privatização entre o município e Copasa lá dentro da AMM. Vai contar com a equipe técnica da AMM, com a equipe da prefeitura e com a Copasa. Nós vamos fazer atendimentos individuais, justamente para levar informações aos prefeitos, a nossa missão agora, é dar a maior transparência para os prefeitos, porque cada prefeito vai ter que tomar uma decisão. Não cabe à AMM tomar essa decisão para eles, porque são vários municípios, cada um diferente do outro”, pontua.
Instituição apartidária
Vieira Lopes também ressaltou, na entrevista, que a AMM é uma instituição que não tem contornos partidários e defendeu que a entidade não é “nem de esquerda, nem de direita”, mas “municipalista”.
“Eu gosto de brincar que a AMM não é de direita nem de esquerda, nós somos lá municipalista e a gente vai brigar cada dia mais para fortalecer os municípios, que é onde a vida acontece. Então, a AMM é composta por prefeitos de direita, de esquerda, de centro, a gente prefere ficar neutro”, afirma.
“O que a gente vai cobrar, e vai cobrar muito dos pré-candidatos, é que o município, que o municipalismo seja parte do plano de governo de cada pré-candidato que vier disputar as eleições de 2026”, afirmou.
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