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Governo de MG, Defensoria Pública, MPMG e MPF vão protocolar pedido de continuidade do acordo de Mariana

Secretária de Planejamento de Minas critica posição da União e afirma que governo federal não quer dialogar

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Corpo de Bombeiros

O Governo de Minas, o Ministério Publico e a Defesoria do Estado, junto com o Ministério Publico Federal, vão protocolar, ainda nesta sexta-feira (3), no Tribunal Regeional Federal da 6ª Região, um pedido de continuidade das negociações do acordo de Mariana. Segundo as partes reclamantes, a proposta precisa de ajustes tanto de conteúdo quanto de valor e, para isso, defendem que a negociação tem que continuar.

A Advocacia Geral da União (AGU) e o Estado do Espírito Santo comunicaram à Justiça Federal, hoje (03), que rejeitaram a proposta das mineradoras Vale e BHP pelo rompimento da barragem de Mariana. A oferta apresentada incluía R$ 37 bilhões em valores já pagos em remediação, 18 bilhões em “obrigações a fazer” e apenas R$ 72 bilhões de dinheiro novo. Tal proposta foi rejeitada pela União e pelo estado do Espírito Santo.

À Itatiaia, a secretária de Planejamento do estado, Luiza Barreto, criticou a postura da União e disse que há um caminho para o diálogo com a mineradora, mas que ajustes são necessários, especialmente em valores.

Segundo Luiza Barreto, desde o recebimento da proposta, o governador mineiro, Romeu Zema (Novo), e o governador capixaba, Renato Casagrande (PSB), procuraram o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o advogado-geral da União, Jorge Messias. O objetivo é tratar o acordo “em âmbito estratégico”.

“Com o alinhamento entre os governos, para que a gente consiga o nosso objetivo que é, de uma reparação célere, efetiva, que traga melhorias para os atingidos, para os municípios que foram atingidos também. Infelizmente, o governo federal se recusa a dialogar. Os ministros não receberam os governadores, não abriram essa agenda e decidem, de forma unilateral, adotar a postura de que não é possível negociar em termos de texto, de que a União só trata nos termos dela este acordo, que não é um acordo da União com as empresas, é um acordo de nove partes públicas com três empresas.”

Outro ponto crítico desse acordo rejeitado, segundo a União, é que a Vale queria que os municípios aderissem formalmente à repactuação e desistissem de outras ações judiciais movidas contra a mineradora.

Para Luiza Barreto, o caminho para a resolução desse conflito é o acordo mediado pelo Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF-6). “Nós temos certeza de que, com o diálogo, é possível chegar, mas infelizmente, com a postura da União de atuar unilateralmente, quem serão os mais prejudicados serão justamente as pessoas atingida.”

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast 'Abrindo o Jogo', que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

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É jornalista formado pela Universidade de Brasília (UnB). Cearense criado na capital federal, tem passagens pelo Poder360, Metrópoles e O Globo. Em São Paulo, foi trainee de O Estado de S. Paulo, produtor do Jornal da Record, da TV Record, e repórter da Consultor Jurídico. Está na Itatiaia desde novembro de 2023.