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Gleisi nega votação de PL da Anistia, mas admite discutir redução de penas

A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, se manifestou favorável nesta quinta-feira (10) à discussão sobre eventual redução de pena dos condenados por participação nos atos de 8 de janeiro de 2023

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A ministra Gleisi Hoffmann se manifestou sobre o tema durante conversa com jornalistas, no Palácio da Alvorada • Jonathan Ferreira / Rádio Itatiaia

A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou nesta quinta-feira (10) que o projeto de lei que prevê a anistia aos condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por participação e planejamento nos atos de 8 de janeiro de 2023 não será votado pela Câmara dos Deputados.

A ministra se manifestou sobre o tema durante conversa com jornalistas, no Palácio da Alvorada, após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva que definiu a nomeação do deputado Pedro Lucas (União-MA) para o comando do Ministério das Comunicações.

“Eu confio muito na palavra do presidente Hugo Motta, de que esse projeto não irá à voto. Até porque se for, cria uma crise institucional, como ele mesmo disse”, declarou Gleisi.

A ministra avaliou que não há clareza no texto apresentado na Câmara dos Deputados, o que pode confundir os parlamentares.

“Falar sobre anistia, mediação de pena, ou redução de pena em relação à algumas pessoas do 8 de janeiro, acho que é defensável do ponto de vista de muitos parlamentares que estão ali. Talvez, a gente até tenha que fazer essa discussão mesmo ali no Congresso”, avaliou ela.

Gleisi descartou a possibilidade de eventual redução de pena contemplar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e militares do entorno dele, que ainda são julgados pelo STF.

“O que não pode acontecer é uma anistia àqueles que conduziram o processo de golpe no país. Ao Bolsonaro, aos generais, aqueles que foram responsáveis por planejar, inclusive, planejaram uma operação chamada ‘Punhal verde e amarelo’, que previa a morte do presidente Lula, do vice-presidente Alckmin e do ministro Alexandre de Moraes. Isso não pode acontecer, jamais”, enfatizou ela.

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Repórter da Itatiaia desde 2018. Foi correspondente no Rio de Janeiro por dois anos, e está em Brasília, na cobertura dos Três Poderes, desde setembro de 2020. É formado em Jornalismo pela FACHA (Faculdades Integradas Hélio Alonso), com pós-graduação em Comunicação Eleitoral e Marketing Político.

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