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Gilmar Mendes vota contra marco temporal e propõe prazo para concluir demarcações

Ministro do STF considera lei do Congresso inconstitucional e sugere dez anos para concluir processos pendentes

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Ministro Gilmar Mendes em sessão plenária do STF
Ministro Gilmar Mendes em sessão plenária do STF • Luiz Silveira/STF

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta segunda-feira (15) pela inconstitucionalidade de trechos da lei aprovada pelo Congresso que restabeleceu o marco temporal para a demarcação de terras indígenas.

“Nossa sociedade não pode conviver com chagas abertas séculos atrás que ainda dependem de solução nos dias de hoje”, escreveu o ministro, ao defender a adoção de outros parâmetros para lidar com conflitos fundiários, sem a fixação do marco temporal.

Segundo o voto, atividades como turismo podem ser realizadas pelas próprias comunidades, desde que respeitados seus usos, costumes e tradições, e que os benefícios alcancem toda a coletividade. Contratos com não indígenas seriam admitidos, desde que preservada a autodeterminação dos povos indígenas.

Marco Temporal

O julgamento sobre o caso acontece em meio a um novo capítulo da crise entre Supremo e Congresso. Na terça-feira (9), o Senado uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece o marco temporal em 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição.

A PEC aprovada prevê que os povos indígenas só poderão reivindicar a demarcação de terras que estivessem ocupadas na data de 5 de outubro de 1988.

A tese, porém, é alvo de impasse entre os Três Poderes. Em 2023, o STF declarou o marco temporal inconstitucional. Logo depois, o Congresso aprovou um projeto de lei restabelecendo a tese.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vetou os principais trechos, mas os vetos foram derrubados pelo Legislativo, permitindo que a lei entrasse em vigor.

O caso voltou ao Supremo, que criou um grupo de conciliação para formular um novo texto legal.

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Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio

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Repórter de política em Brasília, com foco na cobertura dos Três Poderes. É formado em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB) e atuou por três anos na CNN Brasil, onde integrou a equipe de cobertura política na capital federal. Foi finalista do Prêmio de Jornalismo da Confederação Nacional do Transporte (CNT) em 2023.

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