General diz à PF que Lula deu aval para postergar prisões no dia 8 de janeiro para evitar 'tragédia'
Em depoimento à Polícia Federal, general detalhou eventos que aconteceram em Brasília nos dias 8 e 9 de janeiro

O general Gustavo Henrique Dutra, ex-chefe do Comando Militar do Planalto, afirmou à Polícia Federal, em depoimento na quinta-feira (12), que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deu aval para que as prisões das pessoas que participaram dos atos antidemocráticos fosse adiada para o dia seguinte das invasões.
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O militar disse que sugeriu a Lula que as pessoa que estavam na Praça dos Três Poderes e vandalizaram as sedes dos Três Poderes não fossem presas imediatamente para evitar mortes.
O general contou que se reuniu com o então interventor federal do Distrito Federal, Ricardo Cappelli, para discutir as ações no dia 8 de janeiro. Cappelli e o presidente Lula queriam a prisão imediata de todos os envolvidos, mas o general Dutra sugeriu que a operação seria “arriscada” e que poderia “morrer gente”.
Lula deu aval para que as prisões fossem postergada, mas deu aval para que todos fossem cercados e presos no dia seguinte.
No dia 9 de janeiro, 1.500 pessoas foram presas preventivamente no acampamento em frente ao Quartel General do Exército e foram levadas em mais de 40 ônibus para a Superintendência da PF no DF.
O general Gustavo Henrique Dutra informou ainda que não recebeu ordem de qualquer instituição ou judicial para desocupar o acampamento em frente ao Quartel General, nem durante os últimos meses do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, nem na gestão do presidente Lula.
A única determinação sobre a situação, de acordo com o general, foi do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que determinou a prisão e o desmantelamento dos acampamentos em todo o país, ainda na noite do dia 8.
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