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Flávio Dino marca audiência para discutir prazo de implantação do fim da escala 6x1

Ministro do STF reúne representantes de trabalhadores, empresas e do Congresso na próxima terça-feira para debater a transição da nova jornada de trabalho; calendário aprovado pelo Congresso segue em vigor

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Flávio Dino marca audiência de conciliação para discutir prazo de implantação do fim da escala 6x1
Flávio Dino marca audiência de conciliação para discutir prazo de implantação do fim da escala 6x1 • Rosinei Coutinho/STF

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), marcou para a próxima terça-feira (10), às 14h, uma audiência de conciliação para discutir o prazo de implementação das novas regras que extinguem a escala de trabalho 6x1 no Brasil.

A reunião foi convocada no âmbito de uma ação apresentada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que pede o adiamento do cronograma aprovado pelo Congresso Nacional para a redução da jornada de trabalho.

Segundo Dino, a audiência reunirá representantes dos trabalhadores, do setor empresarial e do Congresso Nacional para discutir exclusivamente a forma de implementação das mudanças.

A emenda constitucional promulgada pelo Congresso em outubro extinguiu a escala 6x1 e reduziu a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial. A implementação será gradual.

O calendário aprovado prevê que, a partir de 16 de dezembro de 2026, a jornada máxima passe de 44 para 42 horas semanais, garantindo também dois dias de descanso remunerado aos trabalhadores.

A redução definitiva para 40 horas semanais está prevista para entrar em vigor em dezembro de 2027.

Pedido do setor empresarial

Na ação apresentada ao STF, a CNC argumenta que o prazo de dois meses entre a promulgação da emenda e o início da transição é insuficiente para que as empresas reorganizem escalas de trabalho, contratem novos funcionários e renegociem acordos coletivos.

A entidade pede que a primeira etapa da mudança seja adiada para outubro de 2027 e que a jornada de 40 horas semanais passe a valer apenas em outubro de 2028.

Ao analisar o pedido, Flávio Dino afirmou que os argumentos apresentados pela confederação merecem análise mais aprofundada, mas destacou que, em um primeiro momento, o prazo definido pelo Congresso não parece inviável. Por isso, o ministro decidiu não conceder a liminar que suspendia o calendário da reforma. Na decisão, Dino também ressaltou que a audiência de conciliação não discutirá o mérito da mudança aprovada pelo Congresso.

Segundo o ministro, a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6x1 não estão em debate, mas apenas os aspectos relacionados ao prazo e à forma de implementação das novas regras.

Próximos passos

Além da audiência, Flávio Dino determinou que a Câmara dos Deputados e o Senado Federal prestem informações sobre a emenda constitucional no prazo de cinco dias.

Na sequência, a Advocacia-Geral da União (AGU) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) terão três dias, cada uma, para apresentar manifestações.

Enquanto o STF analisa o caso, permanece válido o cronograma aprovado pelo Congresso, que prevê o início da redução da jornada e da ampliação do descanso semanal a partir de 16 de dezembro.

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Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.

 

 

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