Flávio Bolsonaro não explica novo repasse para ‘Dark Horse’ após crise do Master
Senador e candidator à presidência diz que informações sobre os pagamentos devem ser esclarecidas pela produtora do filme; revelações feitas pela Piauí mostram que baqueiro repassou mais US$ 1,6 milhão ao fundo da produção

O senador e candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), foi confrontado nesta terça-feira (1º) com a revelação da revista Piauí de que Daniel Vorcaro fez um novo repasse de US$ 1,6 milhão para o fundo responsável pelo filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro (PL). Apesar de já ter afirmado que o financiamento da produção estava esclarecido, Flávio disse não saber explicar a nova transferência, após a crise do Banco Master, e atribuiu à produtora a responsabilidade pelos detalhes dos pagamentos.
“Essas informações eu não tenho como saber porque eu não trato disso, gente. Tem que perguntar para a produtora”, afirmou à jornalistas nesta terça-feira, no Senado Federal.
Questionado sobre mensagens de Vorcaro que indicariam que ele tinha conhecimento dos repasses, Flávio disse que sabia que o empresário era investidor do filme, mas não confirmou que conhecia a transferência específica.
A informação divulgada pela Piauí, com base em relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), aponta que o novo pagamento foi feito em setembro de 2025. Com a transferência, os valores atribuídos a Vorcaro para o fundo chegam a US$ 12,3 milhões.
Questionado se a nova informação indicava falta de transparência, Flávio afirmou que os valores estão registrados na prestação de contas e disse que não há novidade no caso.
“Não tem fato novo nenhum na prestação de contas que está feita, gente”, declarou.
O financiamento de Dark Horse é investigado pela Polícia Federal. Em julho, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um inquérito para apurar os repasses e o destino dos recursos enviados aos Estados Unidos.
A PF também investiga se parte do dinheiro pode ter sido usada para custear despesas de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos. O deputado nega.
João Pedro Melo é jornalista, formado pelo UniCEUB. Tem mais de dez anos de experiência na cobertura de Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal. Teve passagens pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação como repórter de política na TV e no rádio.
Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio




