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Flávio Bolsonaro deve deixar comando da Comissão de Segurança do Senado

A expectativa é de que o senador Hamilton Mourão assuma o colegiado. O pedido foi feito pelo próprio senador do PL, que deixou o Brasil após perder as eleições; Comissão realizou 13 reuniões em 2026, mas Flávio participou de apenas duas.

Por, Brasília
Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro • Divulgação / Internet

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) vai deixar a presidência da Comissão de Segurança Pública do Senado. O posto deverá ser assumido pelo senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), que confirmou ter sido procurado pelo próprio Flávio para assumir a condução dos trabalhos.

Segundo Mourão, a intenção é reorganizar as atividades do colegiado. Ao comentar a mudança, ele afirmou que pretende “fazer uma limpa na pauta”, mas não detalhou quais projetos serão priorizados.

A troca ocorre depois que Flávio deixou o Brasil sem comunicar formalmente ao Senado. Apesar disso, o nome do parlamentar ainda aparece como presidente da comissão no sistema oficial da Casa. Até o momento, também não há novas reuniões do colegiado previstas para novembro.

A saída de Flávio acontece em meio a um histórico de baixa participação nas atividades da comissão. Desde o início de 2026, o colegiado realizou 13 reuniões, mas o senador compareceu a apenas duas: em 28 de abril e 1º de setembro.

Flávio estava à frente da Comissão de Segurança Pública desde o início de 2025. O colegiado é responsável por analisar propostas relacionadas à segurança pública, ao combate ao crime organizado, à política penitenciária e às atividades das forças policiais.

Ao assumir a função, Mourão terá a responsabilidade de conduzir as reuniões e organizar a tramitação dos projetos que aguardam análise dos integrantes da comissão.

O senador, que foi vice-presidente da República durante o governo Jair Bolsonaro, ainda não apresentou um calendário de atividades nem informou quais propostas pretende colocar em votação.

 

Por, Repórter

João Pedro Melo é jornalista, formado pelo UniCEUB. Tem mais de dez anos de experiência na cobertura de Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal. Teve passagens pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação como repórter de política na TV e no rádio.

 

 

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