Exército entrega armas de Bolsonaro à Polícia Federal em Brasília
Medida judicial visa remover o arsenal enquanto Bolsonaro cumpre prisão domiciliar

O Comando do Batalhão de Polícia do Exército confirmou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta segunda-feira (6), a entrega à Polícia Federal (PF) das armas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A medida, cumprida em Brasília, no Distrito Federal, atende a uma determinação anterior do magistrado. A informação foi publicada pelo blog Teo Cury, da CNN Brasil.
Mais cedo, Moraes havia estabelecido um prazo de 48 horas para que o Exército entregasse à corporação policial os itens que estavam sob guarda da Força. A decisão ocorreu após o ministro determinar que Bolsonaro entregasse armas à PF em 48h na última sexta-feira (3).
Na última sexta-feira (3), ao manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em prisão domiciliar, o ministro determinou que todo o arsenal vinculado ao ex-presidente fosse entregue à PF pela defesa. Na decisão, Moraes considerou "incompatível" a manutenção da posse de armas de fogo por Bolsonaro enquanto ele cumpre pena criminal. A defesa de Bolsonaro já havia sinalizado a entrega do material.
Ainda na última sexta-feira (3), a defesa de Bolsonaro informou ao STF que duas armas da marca Caracal já haviam sido entregues em 2023, em cumprimento a uma decisão do Tribunal de Contas da União (TCU).
Outras oito armas, segundo os advogados, estavam acauteladas no Batalhão de Polícia do Exército. Nesta segunda-feira (6), o Exército informou que duas dessas oito armas não estavam em posse do batalhão, mas que os demais itens foram entregues à Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, no Distrito Federal.
Moraes também determinou, nesta segunda-feira (6), que a Polícia Federal confirme se as duas armas da marca Caracal - um fuzil e uma pistola - mencionadas pela defesa estão, de fato, sob a guarda da corporação, conforme informado pelos advogados. Além da entrega do arsenal, o ministro Moraes determinou na última sexta-feira (3) a revogação do Certificado de Registro de CAC de Bolsonaro.
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