Ex-ministro de Bolsonaro não pressionou Forças Armadas, argumenta defesa
Na sustentação oral, o advogado de Paulo Sérgio Nogueira disse que a delação de Mauro Cid é usada pela PGR apenas quando é “conveniente”

O advogado de defesa do ex-ministro da Defesa do governo de Jair Bolsonaro (PL), Paulo Sérgio Nogueira, usou a delação premiada de Mauro Cid para argumentar que o general do Exercício não estaria como parte da suposta trama golpista.
Nesta terça-feira (25), a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) inicia uma série de sessões para analisar a denúncia contra o ex-presidente Bolsonaro e outros sete acusados, inclusive Paulo Sérgio Nogueira, por uma suposta tentativa de golpe de Estado em 2022, após a vitória do presidente Lula (PT) nas eleições.
O julgamento irá definir se Bolsonaro e os demais acusados serão réus, ou não, no processo.
"A denúncia colide com a delação premiada e provas contundentes. Como ele faria parte de uma associação criminosa se orientava o presidente a não agir e era contra golpes?".
Ele alega ainda que Paulo Sérgio Nogueira não tinha conhecimento do documento "Punhal Verde e Amarelo", estando alheio a este processo.
"Como ele fazia parte dessa associação criminosa se ele assessora o presidente a não fazer nada, se ele era totalmente contra golpe de Estado? (...). Com as mais respeitosas vênias, a história não fecha".
- Organização criminosa armada
- Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito
- Golpe de Estado
- Dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União e com considerável prejuízo para a vítima
- Deterioração de patrimônio tombado: pena prevista de um a três anos de prisão.
Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem anterior pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, integra a cobertura da editoria de Política.



