Belo Horizonte
Itatiaia

Estradas bloqueadas criam a necessidade de rotas alternativas no Rio Grande do Sul

Mais de 100 rodovias estão totalmente ou parcialmente interditadas devido a deslizamentos de terra e a queda de pontes, diz PRF; governo estima gastos acima de R$ 1 bi para recuperar a infraestrutura

Por
Pontes e viadutos foram alagados e arrastados pelas enxurradas no Rio Grande do Sul • Ricardo Stuckert/PR

A situação das estradas que ligam os municípios do Rio Grande do Sul ainda é crítica, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF). Ao menos 102 trechos de rodovias federais e estaduais estão totalmente ou parcialmente bloqueados, afetando a chegada de socorro e donativos para a população afetada pelas enchentes.

Segundo a PRF, grande parte das interdições é nas estradas que passam pela Serra Gaúcha, onde além da cheia dos rios, os municípios também registraram tremores de terra nos últimos dias.

Entre os pontos mais afetados estão dois pontos da RS-453, na descida da Serra para o Vale do Taquari, nos municípios de Boa Vista do Sul e Westfália. As chuvas intensas dos últimos dias provocaram a queda de barreiras na rodovia que faz a ligação entre a Serra e o Vale. O trânsito está totalmente bloqueado.

Outro ponto de interdição ocorreu na RS-122, na saída de Caxias do Sul para o município vizinho de Farroupilha, devido a uma queda de barreira. Na via que liga Nova Petrópolis a Caxias do Sul, uma ponte cedeu após o nível de água do rio aumentar.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), dos pontos interditados, 56 estão em rodovias federais.

Com a tendência do rio Guaíba subir, podendo chegar à marca de 5,5 metros, e de outros rios do estado, a PRF irá avaliar a segurança de trechos que haviam sido liberados, ou seja, se terão de ser fechados novamente, segundo o porta-voz da PRF, Ricardo de Paula, em entrevista à TV Brasil.

“O nível do Guaiba voltou a subir e com isso a gente volta a ter o estado de atenção para alguns trechos que já estavam liberados, ainda que de forma precária”, avaliou o policial.

Desde a última sexta-feira (10), uma estrada improvisada no meio da água, que tem sido chamada de corredor humanitário, é a rota mais segura para que donativos, barcos e equipamentos de socorro à população cheguem a Porto Alegre. Até o último levantamento, o acesso já havia permitido que quase 20 mil motoristas entrassem e saíssem da cidade em segurança.

O caminho foi uma forma encontrada de superar o problema causado pelo alagamento em uma das principal via de acesso a Porto Alegre, a avenida Castelo Branco, que está intransitável. A estrada improvisada liga a capital gaúcha às principais vias do estado e também de Santa Catarina.

Por

Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio

Tópicos