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Entidades empresariais cobram respostas do STF em meio à crise envolvendo o Master

O texto, assinado por instituições e capitaneado pela FIESP, intitulado 'Manifesto à Nação Brasileira', afirma que a situação não se trata de um 'episódio isolado' nem de 'um ruído passageiro'

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Edson Fachin, presidente do STF. • Antonio Augusto / STF.

Diversas entidades do setor empresarial e produtivo se mobilizaram nesta quarta-feira (9) para pedir um posicionamento do Supremo Tribunal Federal (STF) diante da crise institucional que atinge o Judiciário, especialmente em relação à atuação de agentes públicos no caso das fraudes envolvendo o Banco Master, de Daniel Vorcaro.

O texto, assinado por três mil instituições e capitaneado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), intitulado "Manifesto à Nação Brasileira", afirma que a situação não se trata de um "episódio isolado" nem de "um ruído passageiro".

No documento, as entidades também afirmam que não há "Estado de Direito sem juízes acima de qualquer suspeita" e destacam que o STF, apesar de ser o "guardião da Constituição", não está "dispensado de prestar contas". "Quem julga a Nação há de submeter-se, com idêntico rigor, ao julgamento do Direito, da Sociedade e da História. A Constituição que a Corte protege é a mesma que lhe impõe julgamentos transparentes, justos e decisões fundamentadas", observam as entidades em trecho do manifesto.

A manifestação ocorre após um relatório da Polícia Federal (PF) revelar, na última semana, 52 mensagens enviadas por Vorcaro a um número identificado pela inteligência como pertencente ao ministro Alexandre de Moraes. Nas mensagens, são citados o uso de aeronaves e contratos envolvendo o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do magistrado.

Em Minas Gerais, a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) divulgou, também nesta quarta-feira, um manifesto intitulado "O Brasil é dos brasileiros. E a Justiça não pode ter donos". A entidade expressou "indignação" diante de episódios envolvendo o STF, ministros, agentes públicos e interesses privados.

No posicionamento, a federação mineira aderiu formalmente à manifestação feita por 13 ex-ministros da Corte. Os ex-magistrados solicitaram à Presidência do STF a convocação urgente de uma sessão pública para apurar os fatos sob o devido processo legal. Segundo eles, a divulgação dos episódios compromete a autoridade do Supremo e também a confiança nas instituições. "Ministros e juízes devem estar submetidos às mesmas regras, princípios éticos e mecanismos de controle que valem para qualquer cidadão", afirmou a entidade.

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Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem anterior pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, integra a cobertura da editoria de Política.

 

 

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