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Em primeiro discurso como presidente do G20, Lula defende aliança global para acabar com as desigualdades

Presidente afirmou que desigualdades estão na raiz dos problemas e que 'descarbonização da economia' e 'revolução digital' mudarão o planeta

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Presidente Lula comentou planos para o encontro do Brics
Presidente Lula comentou planos para o encontro do Brics • Agência Brasil

Ao lado do chanceler Mauro Vieira, do ministro Fernando Haddad e do presidente do Banco Central Roberto Campos Neto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta quarta-feira (13), as principais linhas de atuação e desenvolvimento de projetos do comando do Brasil no G20.

Ao falar sobre as prioridades do comando brasileiro, Lula afirmou que vai propor uma aliança global para mitigar a pobreza e combater a fome. "Uma aliança global com três pilares: um pilar de compromissos nacionais que impulsionará o conjunto de políticas públicas já testadas; financeiro que mobilizará recursos internos e externos para o financiamento dessas políticas e um pilar de apoio técnico que difundirá boas práticas e incentivará a cooperação sul-sul", disse o presidente.

No tocante às mudanças climáticas, Lula lembrou que o G20 é responsável pela emissão de 3/4 dos gases de efeito estufa no mundo. E afirmou que os trabalhos à frente do G20, agora, são essenciais para que na Conferência Climática das Nações Unidas que acontece no Brasil em 2025, a COP 30, que será sediada em Belém-PA, o país apresente metas mais audaciosas para proteção do meio ambiente.

"Por isso criamos uma força-tarefa de mobilização contra a mudança do clima [...] o foco será a promoção de planos nacionais de transformação ecológica que leve em conta o impacto do aquecimento global sobre os mais vulneráveis", afirmou.

Lula citou o sistema financeiro internacional e a necessidade de criar mecanismos em nível global de combate à pobreza e mencionou os tributos pagos hoje pelos mais ricos como medida fundamental no processo de redução das desigualdades.

"Sistemas tributários justos baseiam-se na progressividade e na transparência, incidem não só sobre a renda, mas também sobre a riqueza e coíbe a evasão fiscal dos super ricos. Podemos explorar juntos mecanismo de taxação internacional que ajudem a financiar o desenvolvimento sustentável", disse Lula.

Ao abrir a reunião, inédita na história do G20 que reúne representantes dos líderes (sherpas) e de finanças, Lula ressaltou que o diálogo entre as partes é crucial: "A articulação entre as trilhas políticas e de finanças é essencial para o funcionamento exitoso do grupo".

O presidente concluiu fazendo referência à cúpula que o Brasil vai sediar dos líderes do G20 no Rio de Janeiro em 2024. " Quero que o caminho até a cúpula do RJ seja de engajamento, compromisso e solidariedade" para um mundo justo e sustentável.