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Em meio a crise no STF, Dino critica possível fim do inquérito das fake news

Em uma publicação nas redes sociais, Flávio Dino ainda defendeu o uso de decisões monocráticas e a tramitação de ações penais na Suprema Corte

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Magistrado publicou uma manifestação sobre as criticas ao STF nas redes sociais
Magistrado publicou uma manifestação sobre as criticas ao STF nas redes sociais • Sophia Santos/STF

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), publicou uma manifestação na noite desse domingo (6) comentando a mais recente crise da Corte envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e sua relação com o ministro Alexandre de Moraes. Nas redes sociais, o magistrado criticou o possível fim do inquérito das fake news, aberto em 2019 e relatado por Moraes.

O encerramento do processo foi prometido pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, após Moraes usar o procedimento contra o ministro André Mendonça, que divulgou um relatório da Polícia Federal que revela uma proximidade entre o magistrado e o ex-dono do Banco Master. Nos documentos, Vorcaro inclusive pergunta a Moraes se ele deveria deixar o país dois dias antes de ser preso.

“Quais são os inquéritos mais antigos em tramitação no STF? O que o Código de Processo Penal e o Regimento Interno dizem quanto ao término dos Inquéritos? É possível a um julgador, qualquer que seja ele, “prometer” o final de um inquérito, como se fosse um candidato ou para receber aplausos?”, questionou Dino, sem citar a promessa de Fachin.

Contudo, o ministro afirmou que é favorável à conclusão de inquéritos, mas diante da proposição de ações penais ou de arquivamentos cabíveis. Dino ainda propôs um debate sobre a jurisdição na tramitação de processos dentro da Suprema Corte.

“De todo modo, temos aí um interessante debate doutrinário: antes do prazo prescricional, um inquérito deve ser arquivado por motivo de tramitação longa? E quem decide o que é “tramitação longa”? Opiniões pessoais? Ou critérios legais e regimentais?”, escreveu Dino.

O magistrado ainda classificou o debate sobre o Poder Judiciário como “atabalhoado”, afirmando que problemas reais e graves estão misturados com “interesses eleitorais e econômicos, objetivos estrangeiros e até ódio pessoal”. Ele defendeu a manutenção das decisões monocráticas e a tramitação de ações penais no STF.

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.

 

 

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