Em Davos, Brasil sugere criação de Agência Global de Combustíveis renováveis
Proposta foi feita pela ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, durante Aliança Global dos Biocombustíveis

Durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD-MG), propôs a criação de uma agência global que concentre os esforços para o fomento da adoção desses combustíveis renováveis na matriz energética mundial. Segundo o ministro, a presidência do Brasil no G20 vai reafirmar o potencial e protagonismo brasileiro na produção de biocombustíveis.
"Agora que o Brasil assumiu a presidência do G20, nós temos o foro necessário para consolidar os biocombustíveis como importantes vetores de promoção da transição energética. E o Brasil tem cumprido o seu papel como líder e grande produtor de biocombustíveis. Nós criamos mandatos para o diesel verde, para o combustível sustentável de aviação (SAF), vamos aumentar a mistura do etanol e do biodiesel, reduzindo a dependência dos derivados fósseis. Esse mercado vai cumprindo a sua missão, tanto econômica quanto social e da sustentabilidade", defendeu Silveira.
Durante a reunião, Silveira apresentou aos outros integrantes da Aliança o Programa Combustível do Futuro, maior iniciativa de descarbonização da mobilidade do planeta. A proposta feita pelo Ministério de Minas e Energia (MME) está em tramitação no Congresso Nacional e inclui a integração das políticas públicas de mobilidade e adoção da metodologia da análise do ciclo de vida do combustível do poço à roda. O programa introduz o SAF e o diesel verde na matriz energética; cria o marco legal para atração de investimentos na captura e estocagem de CO2; e aumenta a mistura do etanol na gasolina para 30%. O ministro, durante a COP 28, também anunciou o aumento do teto do teor de biodiesel no diesel dos atuais 15% para 25%. A expectativa é que o setor receba R$ 200 bilhões em investimentos até 2037.
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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast "Abrindo o Jogo", que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.
