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Em BH, Lula chama Bolsonaro de 'coisa' e diz que recebeu o país 'destruído'

O presidente está na capital mineira para o lançamento do programa social 'Gás do Povo', que substituirá o Auxílio Gás e beneficiará cerca de 50 milhões de pessoas

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O texto aponta que o ex-gerente de comunicação da Petrobras Geovane de Morais teria adotado um esquema de desvios de recursos da estatal com anuência do ex-presidente
Lula (PT), presidente do Brasil.  • Lula não vai comentar reportagem da Veja ( Ricardo Stuckert/ Instituto Lula)

Em Belo Horizonte, o presidente Lula (PT) alfinetou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante o lançamento do programa popular "Gás do Povo". O petista afirmou que, quando venceu as eleições em 2022, encontrou o país "um pouco desajustado". "Não sei se alguém aqui já alugou uma casa para alguém e, quando foi pegar a casa de volta, ela estava toda esburacada, com pregos para todo lado e com vazamentos. Encontramos o país assim porque aquela coisa [se referindo a Bolsonaro] deixou assim. Ele destruiu este país", declarou.

O presidente continuou dizendo que a ideia de Bolsonaro era construir uma "casa verde e amarela", mas que tal projeto de governo não foi efetivado na prática. "Ele pode ter sangue amarelo, mas o meu é vermelho! Da cor do sangue de todo mundo, de toda humanidade. Nem barata tem sangue amarelo", afirmou Lula.

Sétima visita a Minas Gerais

Essa é a sétima visita do presidente a Minas Gerais só em 2025. O petista esteve na última semana em Contagem, na região metropolitana de BH, e em Montes Claros, no norte do estado.

O novo programa substituirá o Auxílio Gás e deverá beneficiar cerca de 50 milhões de pessoas.

Julgamento de Bolsonaro

Em São Paulo, na última terça-feira (2), o presidente Lula foi questionado sobre o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus pela suposta tentativa de golpe de Estado no Supremo Tribunal Federal (STF). O petista defendeu a presunção de inocência e disse que espera que "a justiça seja feita". "Desejo para mim e para qualquer inimigo meu apenas o direito à presunção da inocência, para que o Brasil saiba da verdade e apenas da verdade", disse o presidente.

Os réus do chamado “núcleo crucial” das investigações serão julgados pela Primeira Turma do Supremo:

  • Jair Bolsonaro, ex-presidente da República;
  • Alexandre Ramagem, deputado federal e diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) no governo Bolsonaro;
  • Almir Garnier, comandante da Marinha no governo Bolsonaro;
  • Anderson Torres, ministro da Justiça no governo Bolsonaro e secretário de Segurança do Distrito Federal durante os atos de 8 de janeiro de 2023;
  • Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro;
  • Paulo Sérgio Nogueira, ministro da Defesa no governo Bolsonaro;
  • Walter Braga Netto, candidato a vice-presidente na chapa de Bolsonaro e ministro da Casa Civil e da Defesa durante a gestão do ex-presidente.

Os réus serão julgados pela Primeira Turma do STF ao longo de duas semanas, em cinco sessões, com a expectativa de sentença apenas no último dia.

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Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, já foi produtora de programas da grade e repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.