Itatiaia

Simões defende mais policiais e Patrulha Maria da Penha para combater violência contra a mulher

Em sabatina da TV Globo, candidato ao Governo de Minas afirmou que pretende contratar 3 mil policiais civis e ampliar o atendimento especializado às mulheres

Por
Mateus Simões durante sabatina
Mateus Simões durante sabatina da TV Globo • Reprodução TV Globo

O candidato ao Governo de Minas, Mateus Simões (PSD), afirmou que, se reeleito, pretende ampliar as ações de combate à violência contra a mulher no estado. Entre as propostas estão a contratação de três mil policiais civis e a expansão da Patrulha Maria da Penha, da Polícia Militar. A declaração foi dada durante sabatina do MG1, da TV Globo, neste sábado (19).

Simões afirmou que pretende ampliar a estrutura de atendimento às mulheres vítimas de violência e combater os casos de feminicídio em Minas Gerais. Segundo o candidato, a contratação de novos policiais civis permitiria aumentar o número de delegacias e ampliar o atendimento em tempo integral.

“Tenho um compromisso público sobre isso. A Polícia que precisa de mais efetivo hoje é a Civil. Por conta disso que você está pontuando, com mais 3 mil homens na Polícia Civil, o meu compromisso é alargar o número de delegacias para 100% das comarcas de Minas Gerais. Lembrando que a Violência Contra a Mulher tem hoje, na chefia da luta contra ela, a nossa maior especialista em combate à Violência Contra a Mulher, a comandante da Polícia Militar, coronel Cleide, que é a maior especialista dentro da força em combate. Por isso também que ela propõe a expansão das Patrulhas Maria da Penha, que hoje têm 125 cidades e que a gente quer ampliar para 100% das cidades mineiras”, disse.

Segundo Simões, a ampliação do efetivo também permitiria que as delegacias funcionassem em período integral. A proposta é levar unidades da Polícia Civil a todas as comarcas do estado, o que, de acordo com o candidato, representaria mais que o dobro das atuais 70 delegacias.

“Com toda cidade que for comarca, vai ter delegacia, o que significaria mais do que dobrar as atuais 70. Mais do que isso, também com mais policiais, a gente consegue escalar policiais para poderem trabalhar em período integral”, afirmou.

Além das ações de segurança pública, Simões incluiu medidas de autonomia financeira e profissional das mulheres entre as propostas de combate à violência. Segundo ele, os projetos sociais do governo devem priorizar a qualificação e a inclusão produtiva das mulheres.

“A isso a gente tem que somar o fato de que todos os projetos sociais do governo vão ter sempre foco na requalificação e inclusão financeira e produtiva da mulher, porque muita da violência acontece porque a mulher está submetida psicológica e financeiramente a uma relação por conta dos filhos, porque fica preocupada que falte a eles alguma coisa, ou pela pressão psicológica feita pela família e pelo marido. Por isso, é importante tratar da inclusão financeira e profissional das mulheres como mecanismo que se soma ao esforço policial de punir aqueles que ajam fora da linha”.

 

Por

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), atualmente mestranda em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já atuou na Band Minas e na TV Alterosa.

 

 

Belo Horizonte