Na Grande BH, Zema reiterou defesa de que adolescentes tenham acesso a empregos formais
Candidato à Presidência da República defendeu que jovens de 14 anos consigam trabalhar como forma de evitar a informalidade e o recrutamento do crime

Durante agenda de campanha na Feira do Eldorado, em Contagem, Romeu Zema, candidato à presidência pelo Partido Novo, voltou a defender uma adequação das leis trabalhistas para que adolescentes de 14 anos possam trabalhar formalmente.
"Quem fez as leis no Brasil, acho que nunca viveu no mundo real da economia. Eu gosto muito de falar sobre os jovens e, inclusive, já fui criticado. Hoje, um jovem de 14, 15 anos, dificilmente vai conseguir uma relação de emprego formal. Mas ele vai trabalhar informalmente, ele vai fazer bico, ele vai para o crime com a maior facilidade, porque as nossas leis dificultam", afirmou Zema na Grande BH.
Em maio deste ano, Zema declarou que, se eleito, mudaria as leis relativas ao trabalho infantil. A afirmação gerou críticas, mas o ex-governador de Minas Gerais rebateu as retaliações e reiterou seu ponto.
O candidato apontou que o principal entrave para a formalização desses trabalhadores é a limitação das regras do programa Jovem Aprendiz. "Um jovem de 14 e 15 anos só consegue um emprego, se for através do programa Jovem Aprendiz, que é extremamente restrito. Só quem estuda no sistema S, só quem está numa escola homologada, que são pouquíssimas", explicou.
Ele destacou que a realidade do estado de Minas Gerais evidencia essa exclusão, uma vez que a infraestrutura exigida por lei não está presente na maioria dos municípios. "Eu posso dizer que 85% das cidades de Minas Gerais, que eu conheço muito bem, não tem nem sistema S e nem escola homologada. Logo, em 85% das cidades é zero a condição de quem tem 14 ou 15 anos trabalhar formalmente. Nós temos de enxergar a economia real. É o que eu vou fazer".
Como proposta para solucionar o problema, o candidato defende que a autorização para o trabalho seja vinculada diretamente ao desempenho escolar do estudante, sem a necessidade de intermediação exclusiva de entidades de formação profissional.
Jornalista formado pela UFMG, com passagens pela Rádio UFMG Educativa, R7/Record e Portal Inset/Banco Inter. Colecionador de discos de vinil, apaixonado por livros e muito curioso.
Repórter de política da Itatiaia, é jornalista formado pela UFMG com graduação também em Relações Públicas. Foi repórter de cidades no Hoje em Dia. No jornal Estado de Minas, trabalhou na editoria de Política com contribuições para a coluna do caderno e para o suplemento de literatura.




