Renan Santos acredita em segundo turno, apesar de admitir alta rejeição
Candidato à Presidência da República diz que é o único a criticar Flávio Bolsonaro e Lula e afirma que aumento da rejeição faz parte da estratégia eleitoral

O candidato à Presidência da República pelo Missão, Renan Santos, afirmou que acredita ter uma alta taxa de rejeição entre os eleitores. Em participação no podcast Flow, no YouTube, nesta quarta-feira (2), o candidato disse que o índice não deve prejudicar sua estratégia eleitoral, já que as eleições presidenciais são disputadas em dois turnos.
“Mas eu imagino que minha rejeição seja alta. São eleições de dois turnos. Eu posso ter, de início, nessa eleição de dois turnos, uma rejeição maior que 50%, porque meu objetivo no primeiro turno é ter 30%. Se eu for rejeitado por 60%, 10%, não importa. Eu faço 30%, tô no segundo turno”, afirmou.
Segundo Renan, a rejeição poderia ser revertida em um eventual segundo turno, principalmente entre eleitores que apoiam Flávio Bolsonaro (PL) ou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“No segundo turno, aqueles que me rejeitam mais do que rejeitam o Lula voltam em mim contra o Lula. Então, eu sou o único que ataca o Flávio e o Lula. Portanto, naturalmente, fãs do Flávio e do Lula vão me rejeitar bastante”, disse.
Rejeição como estratégia
Santos também disse que considera o aumento da rejeição parte de sua estratégia para a disputa presidencial.
“Eu sei que eu vou aumentar minha rejeição. Eu preciso diminuir meu desconhecimento e também aumentar minha rejeição. E não estou escondendo em nenhum momento que eu quero ser rejeitado pela pessoa que ama o Flávio e pela pessoa que ama o Lula”, declarou.
Para o candidato, a questão central seria avaliar, em um eventual segundo turno, qual candidato é mais rejeitado pelos eleitores que hoje apoiam seus adversários.
“A questão toda é se eu vou para o segundo turno: a pessoa que me rejeita por gostar do Flávio me rejeita mais do que ela rejeita o Lula? É essa a questão. Então, do ponto de vista da viabilidade política, não é uma ideia idiota. Se fosse uma eleição de um turno, é uma ideia idiota. Mas é uma eleição de dois turnos. Então, não há problema nesse sentido”, afirmou.
Críticas ao cenário político
Ao comentar a própria estratégia eleitoral, Renan também fez uma avaliação sobre o momento político do país e afirmou estar preocupado com o que considera uma falta de perspectiva entre parte da população.
“O momento que eu estou vendo do Brasil é um momento muito triste. Porque eu nunca acreditei que eu viveria em um país que desistiu. Eu estou vendo que as pessoas desistiram. Tirando os mais jovens”, afirmou.
Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), atualmente mestranda em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já atuou na Band Minas e na TV Alterosa.



