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Renan Santos diz que suspensão de campanha tem relação com críticas a Toffoli

Candidato à Presidência da República afirma que decisão do ministro teria relação com denúncias feitas por ele sobre o caso envolvendo a compra de um resort

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Renan Santos (Missão), candidato à Presidência da República • Reprodução/Gazeta do Povo

O candidato à Presidência da República em 2026, Renan Santos (Missão), relacionou a decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a suspensão de parte de sua campanha eleitoral, a críticas que afirma ter feito anteriormente ao ministro. A declaração foi feita durante entrevista ao podcast Flow, no YouTube, nesta quarta-feira (2).

O candidato citou manifestações organizadas contra Toffoli e mencionou questionamentos envolvendo o ministro e a compra de um resort no Paraná.

“Eu organizei manifestações contra o Dias Toffoli. Quatro. Fomos até o resort Tayayá, eu e o Pedro, que é um dos nosso candidato a deputado lá no Paraná. Fomos lá, mostramos a relação do Dias Toffoli com a compra daquele resort, com a venda do resort, do envolvimento da família do Dias Toffoli. Fizemos o nosso trabalho republicano de fazer enfrentamento a quem tá envolvido com esse escândalo”, afirmou.

Renan disse acreditar que as críticas feitas anteriormente teriam influenciado a decisão de Toffoli.

“Passa o tempo, o Dias Toffoli tá no time do TSE, que tá fazendo agora as eleições. Meu registro de candidatura cai na mão dele. Ele, de maneira muito republicana, olha e fala: ‘Ah, acho que tem esse problema aqui. Vou suspender a campanha dele’. E foi basicamente isso”, afirmou.

O candidato também diz que continuará criticando o ministro e defende que o episódio seja discutido durante o período eleitoral.

“Eu vou entrar nesse detalhe também. Mas sobre a questão técnica, porque muita gente de esquerda, em especial, veio: ‘Ah, o Renan estava burlando regras’. Veja, é nessa eleição. Você tem que informar agora pro TSE as suas redes sociais, porque o TSE vai quebrar o algoritmo pra elas. Então, não há o algoritmo de recomendação pra nenhum candidato. E é isso que está todo mundo sabendo”, afirmou.

Relembre o caso

Em fevereiro de 2026, Dias Toffoli confirmou que foi sócio da empresa Maridt Participações, que tinha participação no Tayayá Resort, no Paraná. A empresa vendeu parte das cotas do empreendimento, em 2021, para o fundo Arleen, administrado pela Reag, ligada ao Banco Master. A família de Toffoli permaneceu como sócia do resort até 2025. O ministro negou ter recebido valores ou mantido relação de amizade com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e com seu cunhado, Fabiano Zettel.

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Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), atualmente mestranda em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já atuou na Band Minas e na TV Alterosa.

 

 

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