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Caiado promete classificar facções como terroristas e defende nova PEC da Segurança

Candidato à Presidência afirma que criará Ministério da Segurança Pública e critica uso de câmeras corporais em "cenários de guerra"

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Ronaldo Caiado (União Brasil), candidato à Presidência da República
Em sabatina na CNN nesta quarta-feira (2), Ronaldo Caiado (União Brasil) prometeu classificar facções como terroristas e defendeu sua atuação na segurança pública • Reprodução / CNN Brasil

O candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (União Brasil) afirmou nesta quarta-feira (2) que, se eleito, enviará ao Congresso Nacional um projeto para enquadrar facções criminosas na Lei de Terrorismo.

Em entrevista à CNN Brasil, o governador de Goiás focou sua pauta na segurança pública, prometeu a recriação de um ministério exclusivo para a área e se mostrou confiante na vitória nas urnas.

"Infelizmente, o Caiado não é presidente da República ainda. Eu assumirei dia 5 de janeiro", declarou o candidato, ao ser questionado sobre a continuidade da violência em comunidades do Rio de Janeiro mesmo após grandes operações policiais.

Facções e Ministério da Segurança

Segundo Caiado, a tipificação de organizações criminosas como grupos terroristas daria a ele, como comandante em chefe das Forças Armadas, liberdade para atuar de forma imediata na Amazônia e nas fronteiras, sem a necessidade de decretar Garantia da Lei e da Ordem (GLO).

O plano de governo do candidato inclui as seguintes medidas estruturais para a segurança federal:

  • Ministério da Segurança Pública: estruturação imediata da pasta para integrar forças de segurança.

  • Sistema Sentinela: integração da inteligência do governo federal com o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e a Receita Federal para rastrear movimentações atípicas e informar os governos estaduais.

  • Sistema Prisional: construção simultânea de 40 presídios de segurança máxima no país.

  • Integração Internacional: parceria com países fronteiriços para autorizar o trânsito de policiais brasileiros em operações conjuntas.

Mudança de postura na PEC da Segurança

Questionado sobre ter alterado sua posição em relação à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, que passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, mas só deve ir a plenário após as eleições, Caiado negou contradição.

Ele argumentou que o texto original, redigido pelo ex-ministro Ricardo Lewandowski e enviado pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), centralizava o comando e tirava a autonomia dos estados.

"O que está sendo votado hoje é o que nós construímos. Aquilo que foi derrotado na Câmara está no Senado Federal para ser votado, respeitando a Constituição e garantindo que os governadores continuem tendo a liberdade de definir suas diretrizes. "Não foi a minha opinião que mudou, foi a matéria que mudou. Zero do texto do Lewandowski", explicou.

Letalidade policial e Câmeras Corporais

Ao defender a atuação das polícias do Rio de Janeiro em operações que resultaram em alta letalidade no Complexo da Penha e do Alemão em 2025, Caiado argumentou que as forças de segurança enfrentam criminosos com armamento superior, como fuzis de calibre .50 e drones equipados com granadas.

O candidato se opôs à obrigatoriedade das câmeras corporais nas fardas nessas circunstâncias. "Você não está ali fazendo uma ação policial, você está enfrentando um campo de guerra. Eu não conheço em campo de guerra policial ter câmera", afirmou.

Apesar das ressalvas, Caiado pontuou que a decisão sobre o uso do equipamento deve ser de cada governador e prometeu que, se eleito, manterá o financiamento federal para os estados que optarem pela tecnologia.

Ele finalizou a questão traçando um paralelo com o modelo europeu: "Eu quero ter no Brasil um policial que tenha um cassetete e um apito, igual lá na Inglaterra".

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Jornalista formado em Comunicação Social pela Universidade Federal de Viçosa (UFV). Atuou com produção de conteúdo editorial e cobertura de pautas voltadas a tecnologia, negócios e comportamento digital. Cobre as eleições de 2026 para a Itatiaia.

 

 

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