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No Norte de Minas, Cleitinho cita 'terrorismo' ao falar das contas públicas

O senador, candidato ao governo estadual, sugeriu que o dinheiro da União repassado aos estados precisa ser melhor 'fatiado' para garantir uma divisão mais adequada dos recursos

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Cleitinho Azevedo, candidato ao governo de Minas Gerais. • Reprodução / Redes Sociais.

O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), candidato ao governo de Minas Gerais, cumpriu agenda neste domingo (30) no município de Buritizeiro, na região Norte do estado.

Durante o compromisso de campanha, o postulante ao cargo de governador afirmou que há o que chamou de "terrorismo" ao falar sobre as contas públicas estaduais e até mesmo federais. O senador sugeriu que o dinheiro da União repassado aos estados precisa ser melhor "fatiado" para garantir uma divisão mais adequada dos recursos. "Já viram salário de deputado atrasado? Salário de governador atrasado? De promotor, de juiz atrasado? O que vemos são juízes afastados recebendo R$ 500 mil de penduricalho. É só pegar o bolo, fatiar direitinho e devolver o dinheiro para o povo", disse.

Para apoiadores, o senador também voltou a evitar conflitos com os dois nomes que despontam, nas principais pesquisas eleitorais, para a Presidência: o atual presidente Lula (PT), que busca a reeleição, e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que tenta o posto pela primeira vez.

Para discutir a dívida de Minas com a União, que chega a R$ 188 bilhões, Cleitinho diz que irá "dialogar" com quem for eleito para o cargo, "independentemente de ideologias" políticas ou partidárias. "Não tem como você procurar uma pessoa para pagar uma dívida brigando com ela, apontando o dedo. Se o presidente hoje é o Lula, preciso sentar com ele, dialogar, pedir pela redução da dívida", justificou.

Minas Gerais tem uma dívida bilionária com a União. Em dezembro de 2025, o governo federal autorizou a adesão do estado ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), que permite a quitação do débito em até 30 anos.

O governo de Minas optou pelo modelo que prevê o abatimento de 20% do saldo devedor e o parcelamento do montante restante, com correção pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) e juros.

Para abater o valor, o Executivo mineiro ofereceu uma série de ativos à União, como imóveis e participações em empresas. A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) também foi privatizada no meio desse processo, sob a justificativa da gestão do ex-governador Romeu Zema (Novo) de que a venda era necessária para a amortização da dívida pública.

Encontro com prefeita petista

O senador, mais cedo, também esteve em Frei Gaspar, no Vale do Mucuri, ao lado da prefeita do município, Jackeliny Nascimento (PT), neste domingo (30). A petista havia declarado apoio ao republicano, apesar de o próprio partido ter Patrus Ananias como candidato ao governo de Minas.

Durante o encontro, Cleitinho saiu em defesa da prefeita e afirmou que espera "de coração" que o PT não aplique nenhuma punição contra Nascimento. "Até porque isso se chama democracia. Sou extremamente democrático e pode ter certeza de que, como governador, atenderei a todos, até porque posso ser de direita, mas meu coração é para todos", disse.

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Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem anterior pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, integra a cobertura da editoria de Política.

 

 

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